O dramaturgo Benedito Ruy Barbosa morreu, nesta terça-feira (7), aos 95 anos, em São Paulo (SP). A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor), onde o autor estava internado devido a complicações de uma insuficiência renal crônica.
Benedito ficou conhecido através de suas novelas, que se converteram em grandes sucessos, retratando a vida no campo, a cultura italiana, rivalidades familiares e políticas, além de amores intensos.
O escritor foi o responsável pelos textos de muitas tramas marcantes da teledramaturgia brasileira, como “Meu Pedacinho de Chão” (1971), “Cabocla” (1979), “Paraíso” (1982) e “Sinhá Moça” (1986)”, todas exibidas pela Globo.
Em 1990, deixou o canal carioca e foi para a extinta TV Manchete, produzindo uma das maiores sagas da dramaturgia: a novela “Pantanal”, que alcançou grande sucesso com a saga de Juma Marruá, Joventino e José Leôncio, muitas vezes disputando audiência com a Globo.
Posteriormente, Benedito voltou para a emissora, onde voltou a repetir a fórmula das tramas rurais e escreveu os sucessos “Renascer” (1993), “O Rei do Gado (1996) e “Terra Nostra” (1999). A partir da década de 2000, passou a supervisionar releituras de suas novelas, feitas por suas filhas, Edmara e Edilene Barbosa, para o horário das 6, na Globo.
A última novela escrita por Benedito foi “Velho Chico” (2016), novela que ficou marcada pela morte do ator Domingos Montagner, intérprete do protagonista Santo, durante as gravações.
Em 2022, voltou a supervisionar a adaptação de uma obra de sua autoria, desta vez, feita pelo neto, Bruno Luperi: a nova versão de “Pantanal” foi exibida pela Globo no horário das 9.
Léonardo Henrique/ Agência News Cariri








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