Os delegados da Polícia Civil do Ceará Vicente de Paula Rodrigues e Marcos Sandro Nazaré de Lira foram exonerados dos cargos de chefia que ocupavam após se tornarem alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) relacionado à atuação no caso da plantação com cerca de 290 mil pés de maconha descoberta em Acopiara. Apesar da medida, ambos permanecem integrando os quadros da Polícia Civil.
A investigação foi aberta após denúncia do deputado federal André Fernandes (PL), que afirmou ter encontrado parte da droga ainda no local dias após a operação policial. A apreensão, considerada uma das maiores da história do Ceará, passou a ser alvo de apuração sobre possíveis falhas na condução da ocorrência.
Vicente de Paula era delegado titular da Delegacia Municipal de Acopiara, enquanto Marcos Sandro exercia a função de delegado seccional da 4ª Seccional do Interior Sul. Segundo a Polícia Civil, a exoneração foi determinada com base na Lei Estadual nº 13.441/2004, que impede policiais civis respondendo a processo disciplinar de ocuparem cargos comissionados ou funções de chefia até a conclusão do julgamento.
Em nota, a corporação afirmou que a medida tem caráter automático e temporário, previsto em lei, e não representa antecipação de culpa. Os dois delegados seguem exercendo atividades na Polícia Civil, porém sem funções de comando enquanto o processo administrativo estiver em andamento.
A defesa dos delegados criticou a instauração do PAD, classificando a medida como precipitada e alegando que não houve investigação preliminar suficiente para delimitar responsabilidades. Os advogados também afirmaram que a repercussão pública do caso tem provocado um prejulgamento dos servidores antes da conclusão das apurações.








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