O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu suspender o andamento da análise sobre a atuação do Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida foi tomada pelo ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso, em despacho assinado nesta terça-feira.
Além de paralisar temporariamente o processo, o ministro acionou o Banco Central para que informe quais documentos anexados à investigação devem continuar sob sigilo e quais podem ser tornados públicos. A definição deve orientar os próximos passos da apuração no tribunal.
A suspensão da análise depende agora de três frentes: a conclusão da sindicância aberta pelo próprio Banco Central contra servidores suspeitos de favorecer o Master, o processo administrativo disciplinar instaurado pela Controladoria-Geral da União e as investigações em curso no Supremo Tribunal Federal sobre o caso.
Com isso, fica adiada também a elaboração do voto do relator, que seria apresentado ao plenário do TCU após a auditoria concluída em fevereiro. A expectativa inicial era de que essa etapa avançasse entre o fim de março e o início de abril, mas agora não há nova previsão.
Nos bastidores, a decisão também expõe incômodo dentro do TCU, já que informações da sindicância interna do Banco Central teriam sido compartilhadas com a CGU, mas não com o tribunal, mesmo diante da apuração aberta sobre a conduta da autarquia no episódio envolvendo o Banco Master.









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