Várzea Alegre – Secretário de Saúde vai à Câmara Municipal apresentar resultados de trabalhos da pasta

O secretário de Saúde de Várzea Alegre, Ivo Leal, esteve na Câmara Municipal de Vereadores nesta quarta-feira, 31, participando da sessão ordinária, respondendo questionamentos dos parlamentares, mostrando a organização do serviço de saúde nestes cinco meses da gestão do prefeito Zé Helder (PMDB) e do vice-prefeito Dr. Fabrício Rolim.

Ivo leal informou que os serviços de ultrassonografia realizados no Centro de Atenção Integrado ao Saúde da Família – CAIS, estão funcionando com equipamento moderno. O que havia impedido o funcionamento do equipamento antes era um problema de aterramento para a instalação e também de configuração da máquina, o que foi corrigido. Informações sobre o serviço de ultrassonografia haviam sido solicitadas na sessão da Câmara Municipal na semana passada pelo vereador do PT do B, Dr. Márcio Henrique, que também cobrou melhorias para Unidade Básica de Saúde (UBS) da Varjota.

Com relação às reformas das unidades de saúde, Ivo Leal informou que foram feitos visitas e levantamento das condições de suas respectivas estruturas e todos passarão por melhorias, só que, será feito o serviço de forma devagar e de uma reforma por vez. Ele disse que a UBS da Varjota já foi visitada.

Voltando a falar sobre equipamentos para a saúde, o secretário informou que o aparelho para realização de ecocardiogramas ainda não tinha chegado ao município, embora a Prefeitura já tivesse repassado o pagamento. Segundo Ivo Leal a empresa vencedora da licitação ainda não havia passado os recursos para a fabricante e que foi precisa entrar com notificação judicial, foi quando a empresa reconheceu a falha e está providenciando a entrega do equipamento. Também está em licitação o processo que permitirá aquisição de uma maca, cobrada para melhorar o atendimento de saúde da população.

Entre outras informações, Ivo Leal, explicou sobre as mudanças no horário de atendimentos dos médicos do PSF – Programa Saúde da Família, dos profissionais dentistas, do horário dos profissionais técnicos de enfermagem, reforma e mudança da Secretaria de Saúde para o prédio onde funcionou o Hotel Municipal, melhores acomodações para o SAMU, organização da Farmácia Pública e climatização para estocagem dos medicamentos.

Ivo Leal ainda deu informações sobre a reforma do CAPS e anunciou que em breve, mediante verba de emenda parlamenta conseguida pelo vice-prefeito Dr. Fabrício, será construída a sede própria do equipamento de saúde em breve.

Assessoria de Comunicação

Juazeiro do Norte – Comerciantes reclamam da falta de energia no Centro de apoio aos romeiros.

Por Agência News Cariri

Comerciantes do centro de apoio aos romeiros reclamam que os boxes estão sem energia elétrica gerando um prejuízo grande para o mesmos. Eles dizem que o local já não se tem muito movimento e sem energia elétrica o fluxo de pessoas diminui mais ainda.

O centro de apoio aos Romeiro possui 1.053 boxes, foi inaugurado em 2011 e nunca cumpriu a sua finalidade, são poucos os boxes abertos, a cada ano vive um problema de esvaziamento o local só tem funcionado predominantemente no período de romarias.

Produtores de peixes de Lavras da Mangabeira perdem 95% da produção

A baixa se deu pela morte de 145 mil peixes. Ainda não se sabe a razão do desastre

Os produtores de peixes da localidade do Distrito de Quitaiús, em Lavras da Mangabeira (434 km de Fortaleza), perderam 95% de sua produção na manhã desta quarta-feira (31). Os animais eram criados em viveiros na margem do Açude do Rosário. A porcentagem equivale à morte de 145 mil peixes.

A causa do desastre ainda não foi definida. Entretanto, a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh) diz que, na maioria das vezes, as mortes estão associadas com a baixa concentração de oxigênio dissolvido na coluna de água.

O tesoureiro da associação do açude, Osmar, estima que os prejuízos dos produtores podem chegar a R$ 500 mil. O prefeito de Lavras da Mangabeira, Ildsser Alencar, esteve no local e deu apoio na retirada dos peixes.

Com informações do blog; na boca do povo

 

Prefeitura de Crateús exonera 17 agentes públicos por nepotismo

O prefeito de Crateús, Marcelo Machado, entregou ao Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), nesta terça-feira (30), os documentos que comprovam a exoneração de cinco ocupantes de cargos comissionados e funções de confiança no município. Estas dispensas somam-se a outros 12 afastamentos realizados no início deste mês, todos em cumprimento à recomendação expedida pelas Promotorias de Justiça da Comarca de Crateús, com o objetivo de combater a prática do nepotismo.

Segundo os promotores de Justiça Flávio Bezerra, Francisco Ivan de Sousa e Lázaro Santana, desde 2016, eles vêm apurando “a então corriqueira” prática da nomeação ilícita para diversos cargos da Administração Pública de pessoas que possuem relação de parentesco com outros ocupantes de cargos comissionados, funções de confiança e cargos políticos no município de Crateús. “Continuamos as investigações na atual administração do prefeito Marcelo Machado e nova legislatura e constatamos que diversos ocupantes de cargos políticos do Executivo e do Legislativo, incluindo o prefeito, secretários e vereadores, possuíam ao menos um parente ou cônjuge exercendo cargo ou função de livre nomeação”, explica Lázaro Santana.

“Dessa forma, avaliando cada caso concreto e atentando-se para o grau de parentesco, data de nomeação dos servidores envolvidos e tipo de função exercida, concluímos pela absoluta ilegalidade da situação de 17 agentes públicos, o que ensejou a recomendação pela efetiva exoneração, a qual fomos finalmente atendidos pelo prefeito”, apresenta o membro do MPCE Ivan de Sousa.

A atuação do MPCE visou assegurar que os princípios da isonomia, impessoalidade, eficiência e moralidade sejam efetivamente respeitados.

“Desejou-se, desta forma, garantir que o provimento de cargos públicos ocorra sempre em razão do mérito pessoal e do comprometimento que o postulante tenha com o interesse público, e jamais pela força de linhagem parental ou apelo conferido por mero sobrenome. É inadmissível a velha prática colonial em que verdadeiros clãs familiares apropriam-se da coisa pública em benefício próprio, em drástico prejuízo do regime republicano, do princípio democrático e do bem-estar da sociedade”, finaliza o promotor de Justiça Flávio Bezerra.

diario do nordeste

Ministério público vai apurar nepotismo em Juazeiro do Norte

Por Agência News Cariri

O Promotor de justiça José Silderlânio do Nascimento divulgou na manhã desta quarta feira, dia 31, um inquérito civil público que apura suposto crime de nepotismo na administração de Juazeiro do Norte.

A justiça deu um prazo de 10 dias úteis para o prefeito Arnon Bezerra e o vice Geovane Sampaio informarem se tem familiares ocupando cargos diretos ou indiretos na sua administração.

Bolsa sobe 0,3% e dólar recua para R$ 3,26 com cenário político

Um dia após o feriado que deixou fechados os mercados acionários americanos, a Bolsa brasileira e o dólar tiveram pouca variação nesta terça-feira (30), enquanto a indefinição que marca o cenário político continua dando pouca margem de segurança para os investidores.

O Ibovespa, índice que reúne as principais ações negociadas na Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,32%, para 63.962 pontos. O dólar também teve pouca oscilação neste pregão. O dólar comercial recuou 0,18%, para R$ 3,264. O dólar à vista teve leve alta de 0,02%, para R$ 3,268.

Para analistas do mercado, as incertezas envolvendo o governo dificultam que o investidor tome alguma decisão com clareza.

“A notícia mais relevante para definir o que vai acontecer daqui para a frente é o julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Isso vai determinar se o presidente Michel Temer tem governabilidade ou não”, afirma Samuel Torres, analista de investimentos da corretora Spinelli.

Enquanto isso não ocorre, o mercado observa a votação de reformas importantes, como a trabalhista. Nesta terça-feira, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), levantou a possibilidade de a Casa acelerar a votação da reforma trabalhista, sem que o texto seja analisado por ao menos três comissões, como inicialmente planejando por ele.

Um acordo entre entre governistas e oposição, porém, adiou para a próxima terça-feira (6) a primeira das quatro votações previstas para a reforma trabalhista no Senado. É o mesmo dia para o qual está marcado o início do julgamento da chapa Dilma-Temer. Há indicações de que o presidente pedirá vistas do processo no Tribunal, alongando uma solução para o impasse político.

AÇÕES

A alta do Ibovespa foi sustentada pelas ações do setor financeiro e pelos papéis da Vale, que têm maior peso no índice. As ações da Petrobras, por outro lado, encerraram a sessão em baixa.

As ações do Itaú Unibanco fecharam em leve alta de 0,31%. Os papéis preferenciais do Bradesco subiram 1,59% e os ordinários avançaram 1,69%. As ações do Banco do Brasil se valorizaram 1,19%, e as units – conjunto de ações – do Santander Brasil subiram 0,82%.

As ações mais negociadas da mineradora Vale subiram 1,54%, para R$ 27,04. Os papéis que dão direito a voto tiveram valorização de 1,92%, para R$ 28,60. No caso da Petrobras, a queda das ações acompanhou a desvalorização dos preços do petróleo no exterior.

As ações mais negociadas da estatal caíram 1,55%, para R$ 13,36. As ações com direito a voto perderam 1,32%, para R$ 14,17. As ações da JBS, no centro de um acordo de delação premiada que afetou o governo Temer, lideraram a queda do Ibovespa, com recuo de 3,90%.

JUROS

Um dia antes do fim da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), os principais contratos de juros futuros fecharam sem um sinal definido. Os contratos mais negociados, de julho deste ano, recuaram de 10,292% para 10,265%.

Os contratos com vencimento em janeiro de 2018 subiram de 9,265% para 9,315%. De acordo com economistas e analistas consultados pela agência internacional Bloomberg, a taxa básica Selic deve ser reduzida de 11,25% ao ano para 10,25% ao ano.

O CDS (credit default swap), indicador de risco de um país, recuou 0,41%, para 237,2 pontos. No mercado cambial, o Banco Central fez o último leilão de swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro), para rolar os contratos que vencem em junho.

Foram vendidos 8.700 contratos, somando US$ 4,435 bilhões.Em julho, vencem o equivalente a US$ 6,939 bilhões em swap cambial tradicional. O BC tem um estoque total de swaps de quase US$ 28 bilhões. Com informações da Folhapress.

arrecadação de royalties e participações especiais sobre a produção de petróleo voltou a crescer em 2017 e acumula até abril alta de 37%, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a partir de dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em valores, o montante arrecadado nestes 4 primeiros meses do ano aumentou em R$ 2 bilhões na comparação com igual período de 2016, passando de R$ 5,38 bilhões para R$ 7,39 bilhões. Se for mantido o atual ritmo, será a primeira alta em 3 anos dessa importante fonte de receita para União, estados e municípios. Em 2016, a arrecadação total somou R$ 17,75 bilhões, uma queda de 30% em relação a 2015 (R$ 25,39 bilhões). Os royalties pagos neste ano contribuíram inclusive para a arrecadação total do governo federal voltar a crescer. Ao divulgar os números de abril na quinta-feira (25), a Receita Federal citou essa fonte de recursos como uma das influências para a alta real de 2,27% na arrecadação federal. Em tempos de crise fiscal e orçamentária, o aumento da arrecadação dos royalties representa um grande reforço para os caixas da União e dos Estados. Mas o patamar atual do montante pago por empresas que exploram petróleo ainda segue bem abaixo da máxima registrada em 2014, quando os royalties recolhidos entre janeiro e abril somaram R$ 10,720 bilhões. O levantamento do CBIE mostra que a alta da arrecadação neste começo de ano se deve principalmente em função ao ajuste nos preços internacionais do barril de petróleo. Veja quadro abaixo Arrecadação com royalties e participações especiais (jan a abr) 2016 2017 Variação 2017/2016 Valor destinado à União, Estados e municípios R$ 5,388 bilhões R$ 7,395 bilhões 37% Produção média de petróleo (até março) 2,395 milhões de barris/dia 2,743 milhões de barris/dia 15% Preço médio do barril US$ 35,75 US$ 53,32 49% Taxa de câmbio média (R$/US$) R$ 3,82 R$ 3,14 -18% Fonte: CBIE Royalties são os valores em dinheiro pagos pelas petroleiras à União e aos governos estaduais e municipais dos locais produtores para ter direito à exploração do petróleo. Já as participações especiais são uma compensação adicional e é cobrada nos casos de grandes volumes de produção ou de grande rentabilidade. (Foto: ) (Foto: ) (Foto: ) Por que a arrecadação cresceu? Os royalties dependem basicamente de 3 fatores: volume de produção, câmbio e do preço do petróleo. Ainda que a produção média de petróleo no país tenha subido 15% neste ano no acumulado até março, o aumento da arrecadação com royalties e participações especiais foi impulsionado principalmente pelo ajuste nos preços do petróleo. A cotação do barril bateu mínimas em quase 12 anos no início de 2016, chegando a US$ 30, mas se mantém na faixa entre US$ 50 e US$ 55 neste ano. Segundo o CBIE, o preço médio do barril subiu 49% na comparação com os 4 primeiros meses do ano passado, o que compensou inclusive o efeito da queda de 18% do dólar frente ao real no período. “O que conta mesmo é preço do barril e câmbio”, resume o sócio-diretor do CBIE, Adriano Pires, lembrando que os recordes de arrecadação foram registrados quando o barril estava no patamar de US$ 100. Apesar da subida do dólar neste mês, em meio ao terremoto da crise política envolvendo o presidente Michel Temer, o especialista acredita que o acréscimo que o efeito câmbio na arrecadação de royalties nos próximos meses deverá ser anulado pela perspectiva de queda na produção. “A produção de petróleo em 2017 tende a ser um pouco menor que a de 2016”, afirma Pires, citando a queda dos volumes produzidos na Bacia de Campos e a redução dos investimentos da Petrobras. Ainda assim, o CBIE projeta que a arrecadação no ano deve chegar a R$ 20 bilhões, superando o resultado do ano passado. (Foto: G1 ) (Foto: G1 ) (Foto: G1 ) Perspectivas A avaliação dos analistas é que o barril dificilmente ficará acima de US$ 60 no curto e médio prazo, mesmo após a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de prorrogar os cortes na produção de petróleo até março de 2018. O Morgan Stanley, por exemplo, reduziu sua projeção de preço para o petróleo nos EUA, para US$ 55 por barril ao final de 2018, ante US$ 60 anteriormente. “Na minha visão, não teremos nunca mais barril de petróleo a US$ 100”, afirma o diretor do CBIE. “Não podemos esquecer que o mercado continua com excesso de oferta e que o preço pode voltar a cair”, acrescenta, citando incertezas sobre a produção nos Estados Unidos e Venezuela. Sob o ponto de vista da produção de petróleo no Brasil, as projeções são de que um aumento mais significativo só irá ocorrer a partir de 2020, com a entrada de novos campos no pré-sal. A Petrobras espera elevar a produção total, de 2,62 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2017 para 3,41 milhões de boed em 2021, sendo 2,77 milhões no Brasil. “A arrecadação de royalties pode até melhorar, mas aquela euforia do passado não vai ter mais uma vez que a produção não vai subir tanto e o preço deve se manter baixo. Então, estados e municípios têm que ter cada vez ter mais juízo e entender que petróleo é commodity e que os preços são cíclicos e variam muito”, avalia. (Foto: ) (Foto: )

governo federal reconheceu a situação de emergência em 24 municípios de Pernambuco atingidos pelas chuvas e enchentes. A Portaria número 68 foi publicada na edição desta quarta-feira (31) do Diário Oficial da União pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. O ato administrativo também reconhece a situação de emergência em Maceió e em outras cidades de Alagoas.

Situação de emergência é um termo é definido como uma “situação anormal, provocada por desastres” e que comprometa parcialmente a capacidade de resposta do poder público local. O caso pode requerer ajuda financeira ou reforço policial, deslocado de regiões vizinhas sob o comando da União.

Em Pernambuco, desde o início das chuvas, na semana passada, três pessoas morreram. Duas em Lagoa dos Gatos e uma em Caruaru. As duas cidades ficam no Agreste do estado.

Ao todo, mais de 55 mil pessoas tiveram que deixar as casas. De acordo com a portaria, o governo federal reconheceu a situação de emergência nos seguintes municípios

A portaria da União foi editada horas depois de o governo de Pernambuco alterar a situação dos municípios atingidos pela chuva e enchente. Na terça-feira (30), o estado publicou um decreto que retirou a calamidade pública de 15 cidades e cocolou 24 municípios em emergência.

O estado garante que essa mudança de nomrnclatura não interfere no processo de recuperação das áreas prejudicadas. Também não terá impacto nas ações de ajuda às vítimas.

Na terça, o Ministério da Integração Nacional anunciou o envio de cerca de R$ 32 milhões, até o fim da semana, para os governos estaduais de Alagoas e Pernambuco. A verba será destinada a ações emergenciais nas cidades atingidas por chuvas fortes nas últimas semanas.

Grande Recife

Rua no bairro de Afogados, no Recife, estava alagada no início da manhã desta quarta-feira (31) (Foto: Pedro Alves/G1)Rua no bairro de Afogados, no Recife, estava alagada no início da manhã desta quarta-feira (31) (Foto: Pedro Alves/G1)

Rua no bairro de Afogados, no Recife, estava alagada no início da manhã desta quarta-feira (31) (Foto: Pedro Alves/G1)

A chuva forte que cai nesta quarta-feira (31), no Grande Recife, deixou várias ruas alagadas, nas primeiras horas da manhã. Problemas foram registrados na Zona Sul e na Zona Oeste. Carros tiveram dificuldade para trafegar em diversos pontos.

Em, Afogados e na Ilha do Retiro, na Zona Oeste, vias ficaram tomadas pela água. Na Ilha Joana Bezerra, na área central, havia muitos pontos de alagamentos. Os carros e ônibus passaram com dificuldade pela área do Fórum Rodolpho Aureliano e a comunidade do Coque.

A Avenida Antônio de Góis, no Pina, na Zona Sul, eram dois pontos de alagamentos. Na Agamenon Magalhães, no sentido Recife-Olinda, a água começou a se acumular nas primeiras horas da manhã.

Alerta

Na terça-feira (30), a Agência Pernambucana de águas e Clima (Apac-PE) emitiu um alerta de precipitações com intensidade de moderada a forte na Zona da Mata e na Região Metropolitana do Recife (RMR). Emitido às 17h40, o aviso é válido até o mesmo horário da quarta-feira (31).

No Recife, a Defesa Civil do município recomenda que moradores de locais de risco procurem abrigo em locais seguros, em caso de necessidade. O órgão mantém um plantão permanente de 24 horas, podendo ser acionado através do telefone 0800 081 3400. A ligação é gratuita.

Solidariedade

Para ajudar as famílias que perderam praticamente tudo nas enchentes, diversas instituições e entidades realizam arrecadação de alimentos não perecíveis e objetos de higiene pessoal. Há pontos de coleta no Recife, em Olinda e nos 15 campi do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).

Entenda as fortes chuvas

No Nordeste, as chuvas ocorrem por causa de um fluxo de vento que vem do oceano carregado de ar úmido, formando nuvens carregadas na costa e na Zona da Mata. De acordo com o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, trata-se de um sistema chamado onda de leste, comum nesta região no outono e inverno.

Receita de royalties do petróleo cresce 37% até abril e rende R$ 2 bi a mais

A arrecadação de royalties e participações especiais sobre a produção de petróleo voltou a crescer em 2017 e acumula até abril alta de 37%, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), a partir de dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em valores, o montante arrecadado nestes 4 primeiros meses do ano aumentou em R$ 2 bilhões na comparação com igual período de 2016, passando de R$ 5,38 bilhões para R$ 7,39 bilhões.

Se for mantido o atual ritmo, será a primeira alta em 3 anos dessa importante fonte de receita para União, estados e municípios. Em 2016, a arrecadação total somou R$ 17,75 bilhões, uma queda de 30% em relação a 2015 (R$ 25,39 bilhões).

Os royalties pagos neste ano contribuíram inclusive para a arrecadação total do governo federal voltar a crescer. Ao divulgar os números de abril na quinta-feira (25), a Receita Federal citou essa fonte de recursos como uma das influências para a alta real de 2,27% na arrecadação federal.

Em tempos de crise fiscal e orçamentária, o aumento da arrecadação dos royalties representa um grande reforço para os caixas da União e dos Estados. Mas o patamar atual do montante pago por empresas que exploram petróleo ainda segue bem abaixo da máxima registrada em 2014, quando os royalties recolhidos entre janeiro e abril somaram R$ 10,720 bilhões.

O levantamento do CBIE mostra que a alta da arrecadação neste começo de ano se deve principalmente em função ao ajuste nos preços internacionais do barril de petróleo. Veja quadro abaixo

Arrecadação com royalties e participações especiais (jan a abr)

2016 2017 Variação 2017/2016
Valor destinado à União, Estados e municípios R$ 5,388 bilhões R$ 7,395 bilhões 37%
Produção média de petróleo (até março) 2,395 milhões de barris/dia 2,743 milhões de barris/dia 15%
Preço médio do barril US$ 35,75 US$ 53,32 49%
Taxa de câmbio média (R$/US$) R$ 3,82 R$ 3,14 -18%

Royalties são os valores em dinheiro pagos pelas petroleiras à União e aos governos estaduais e municipais dos locais produtores para ter direito à exploração do petróleo. Já as participações especiais são uma compensação adicional e é cobrada nos casos de grandes volumes de produção ou de grande rentabilidade.

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Por que a arrecadação cresceu?

Os royalties dependem basicamente de 3 fatores: volume de produção, câmbio e do preço do petróleo. Ainda que a produção média de petróleo no país tenha subido 15% neste ano no acumulado até março, o aumento da arrecadação com royalties e participações especiais foi impulsionado principalmente pelo ajuste nos preços do petróleo. A cotação do barril bateu mínimas em quase 12 anos no início de 2016, chegando a US$ 30, mas se mantém na faixa entre US$ 50 e US$ 55 neste ano.

Segundo o CBIE, o preço médio do barril subiu 49% na comparação com os 4 primeiros meses do ano passado, o que compensou inclusive o efeito da queda de 18% do dólar frente ao real no período.

“O que conta mesmo é preço do barril e câmbio”, resume o sócio-diretor do CBIE, Adriano Pires, lembrando que os recordes de arrecadação foram registrados quando o barril estava no patamar de US$ 100.

Apesar da subida do dólar neste mês, em meio ao terremoto da crise política envolvendo o presidente Michel Temer, o especialista acredita que o acréscimo que o efeito câmbio na arrecadação de royalties nos próximos meses deverá ser anulado pela perspectiva de queda na produção.

“A produção de petróleo em 2017 tende a ser um pouco menor que a de 2016”, afirma Pires, citando a queda dos volumes produzidos na Bacia de Campos e a redução dos investimentos da Petrobras.

Ainda assim, o CBIE projeta que a arrecadação no ano deve chegar a R$ 20 bilhões, superando o resultado do ano passado.

 (Foto: G1 ) (Foto: G1 )

(Foto: G1 )

Perspectivas

A avaliação dos analistas é que o barril dificilmente ficará acima de US$ 60 no curto e médio prazo, mesmo após a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de prorrogar os cortes na produção de petróleo até março de 2018.

O Morgan Stanley, por exemplo, reduziu sua projeção de preço para o petróleo nos EUA, para US$ 55 por barril ao final de 2018, ante US$ 60 anteriormente.

“Na minha visão, não teremos nunca mais barril de petróleo a US$ 100”, afirma o diretor do CBIE. “Não podemos esquecer que o mercado continua com excesso de oferta e que o preço pode voltar a cair”, acrescenta, citando incertezas sobre a produção nos Estados Unidos e Venezuela.

Sob o ponto de vista da produção de petróleo no Brasil, as projeções são de que um aumento mais significativo só irá ocorrer a partir de 2020, com a entrada de novos campos no pré-sal. A Petrobras espera elevar a produção total, de 2,62 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) em 2017 para 3,41 milhões de boed em 2021, sendo 2,77 milhões no Brasil.

“A arrecadação de royalties pode até melhorar, mas aquela euforia do passado não vai ter mais uma vez que a produção não vai subir tanto e o preço deve se manter baixo. Então, estados e municípios têm que ter cada vez ter mais juízo e entender que petróleo é commodity e que os preços são cíclicos e variam muito”, avalia.

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