A greve dos trabalhadores dos Correios ultrapassou uma semana e segue afetando as atividades da estatal em diferentes regiões do país. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para segunda-feira (21), às 13h30, no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A paralisação começou no dia 10 de setembro.
O principal ponto de divergência entre funcionários e empresa envolve o plano de saúde. A categoria contesta a mudança na condição dos Correios de mantenedora para patrocinadora do CorreiosSaúde, alegando que a alteração pode aumentar os custos para trabalhadores, aposentados e dependentes.
Os sindicatos também rejeitaram a proposta de reajuste salarial de 0,87%. Os trabalhadores reivindicam uma correção baseada na inflação acumulada, além de ganho real. Entre outras demandas estão a retomada do adicional de 70% nas férias e do pagamento de 200% pelo trabalho em repousos e feriados.
Durante a paralisação, o TST determinou que 80% do efetivo permaneça trabalhando em cada unidade dos Correios. A decisão considerou a essencialidade do serviço e os possíveis impactos da greve durante o período eleitoral de 2026.
Os Correios afirmam que mantêm os serviços em funcionamento e adotaram medidas para reduzir os efeitos da paralisação, como remanejamento de veículos, mobilização de funcionários administrativos e mutirões. A estatal orienta os clientes a acompanharem as encomendas pelo rastreamento e pelos canais oficiais de atendimento.







