China e Estados Unidos concordaram em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões (cerca de R$ 311 bilhões) em mercadorias comercializadas entre os dois países. O acordo prevê que cada governo indique US$ 30 bilhões em produtos não sensíveis para receber tratamento tarifário mais favorável, além da extensão da trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo até janeiro.
A medida foi anunciada pelo Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em comunicado divulgado no domingo (27). Segundo ele, a iniciativa permitirá “desbloquear um melhor acesso ao mercado” para aproximadamente 30% das exportações americanas destinadas à China.
Entre os produtos que poderão ter redução de tarifas estão itens agrícolas norte-americanos, como milho, trigo, sorgo, carne, laticínios, óleos vegetais e farinhas. A lista divulgada pela Casa Branca não inclui a soja. Também estão previstos cortes para peixes e frutos do mar, toras e produtos de madeira, cosméticos e dispositivos médicos.
No sentido contrário, os Estados Unidos deverão reduzir tarifas sobre uma série de produtos chineses. Entre os itens estão pequenos eletrodomésticos, como cafeteiras e torradeiras, além de louças, cobertores e roupas de cama. Brinquedos, fogos de artifício, flores artificiais, luzes para árvores de Natal e outras decorações também aparecem na relação.
A redução recíproca das tarifas e a extensão da trégua comercial estão entre os principais resultados da segunda reunião deste ano entre o presidente chinês Xi Jinping e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro ocorreu em Washington na semana passada e teve como foco as relações comerciais entre os dois países.







