Toffoli determina que PF envie ao STF dados de todos os celulares apreendidos no caso Master

O ministro Dias Toffoli, relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal envie à Corte os dados de todos os celulares e mídias apreendidos e já periciados no âmbito da investigação. A ordem inclui o encaminhamento integral dos conteúdos extraídos, laudos periciais e informações telemáticas, informáticas e telefônicas ainda não anexadas ao inquérito.

A decisão foi tomada após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relatório da perícia realizada no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo as investigações, mensagens encontradas no aparelho citam o nome de Toffoli, embora o teor não tenha sido divulgado.

Nos bastidores, a medida foi interpretada como um sinal de que o ministro pretende permanecer na relatoria do caso, mesmo diante da pressão para que se declare impedido. A PF apura menções a possíveis pagamentos relacionados ao nome do magistrado, além de referências a outros políticos com foro privilegiado.

Na quarta-feira (11), Toffoli afirmou em nota que é alvo de “ilações” e que não cabe à Polícia Federal pedir sua suspeição. Ele também declarou que não há impedimento legal para continuar à frente do inquérito.

Em nova manifestação, o gabinete do ministro confirmou que ele integra o quadro societário da empresa familiar Maridt, que teve participação no Tayayá Resort até fevereiro de 2025. Segundo a nota, todas as operações foram declaradas à Receita Federal, realizadas a valor de mercado e não há relação pessoal ou financeira entre Toffoli e Daniel Vorcaro.

Com informações do G1 e CNN Brasil 


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