Porta-voz nega falta de recursos para 13º do Bolsa Família

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Depois de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) criticar a reportagem do jornal Folha de S.Paulo que mostra que o orçamento do Bolsa Família para este ano é insuficiente para pagar o 13º para os beneficiários, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, negou a ausência de recursos, mas não explicou de onde eles virão.

Em entrevista à imprensa no início da noite desta quarta-feira (20), Rêgo Barros disse ter conversado com o ministro da Cidadania, Osmar Terra, sobre o assunto. O programa de transferência de renda é de responsabilidade da pasta.

“Ele afirmou pessoalmente que os recursos financeiros são suficientes para os pagamentos que têm início de pagamento para 11 de dezembro”, disse Rêgo Barros. Segundo o porta-voz, o ministro teria pedido que ele não aprofundasse detalhes técnicos e que, se fosse necessário, os jornalistas encaminhassem perguntas à pasta sobre a origem do pagamento.

Questionado se ele estava confirmado a existência de dinheiro para pagar o benefício, mas não explicando a origem, o porta-voz respondeu de forma afirmativa.

Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta quarta mostra que o orçamento do Bolsa Família para este ano é insuficiente para que Bolsonaro cumpra a promessa de pagar um 13º para os beneficiários, segundo análise de técnicos do Congresso.

De acordo com nota técnica do Legislativo, faltam R$ 759 milhões na reserva do programa para garantir os pagamentos neste ano. Se não houver suplementação de recursos, cerca de 4 milhões de pessoas poderão ficar sem receber o benefício. O número é aproximado porque depende do valor do benefício pago a cada família.

A publicação da matéria foi alvo de críticas por parte do presidente.  “Jornaleco não vive sem mentir”, disse o presidente em rede social. “Suspendi minha assinatura e muitos empresários têm cancelado contratos publicitários nesse jornal campeão de fake news e desinformação”, afirmou.

O 13º para beneficiários do programa é uma promessa de campanha do presidente. A medida foi anunciada como iniciativa do governo por Bolsonaro e pelo ministro Osmar Terra (Cidadania) em outubro, em evento no Palácio do Planalto.

Para implementá-lo, o presidente assinou uma medida provisória, que tem validade imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. Nessa tramitação, a nota técnica elaborada pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado serve para subsidiar deputados e senadores, que irão analisar a adequação da MP às leis orçamentárias.

O documento do Legislativo concluiu que a MP fere normas legais ao não prever de onde sairão os recursos para bancar os gastos com o Bolsa Família neste ano. Responsável pelo gerenciamento do programa, o Ministério da Cidadania havia informado, em outubro, que o 13º seria garantido por um aumento de R$ 2,6 bilhões no orçamento do programa.

Isso foi feito, e, para este ano, ficaram previstos R$ 32 bilhões para a transferência de renda a pessoas em situação de pobreza e de extrema pobreza. Do total, R$ 25,2 bilhões já foram usados até outubro. Por mês, os desembolsos somam, em média, R$ 2,5 bilhões.

Para o restante do ano, o governo precisa desembolsar mais R$ 7,6 bilhões com as parcelas de novembro, dezembro e o 13º. Pelas contas dos técnicos do Congresso, porém, faltarão os R$ 759 milhões para fechar a conta. “Verificou-se o não atendimento de preceitos legais estabelecidos tanto pela LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal] quanto pela LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] de 2019”, concluiu a nota técnica.

Procurado, o Ministério da Cidadania disse apenas que o 13º será garantido, mas não explicou como buscará recursos extras. O Ministério da Economia não se manifestou. Para que a situação seja normalizada, o governo pode editar uma portaria remanejando recursos entre órgãos do Ministério da Cidadania.

Outra alternativa é o envio ao Congresso de um projeto de lei orçamentário com uma suplementação de verbas. Nesse caso, a medida dependerá de aval do Legislativo, que precisará avaliar o pedido antes que o recurso acabe.

O Bolsa Família atende pessoas que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 por mês. Em outubro, a cobertura do programa foi de 13,5 milhões de famílias. O benefício médio foi de R$ 189,86 por família.

No governo Bolsonaro, o programa vem regredindo, após atingir o auge em maio, quando a cobertura chegou a 14,1 milhões de famílias.

Fonte: Noticias ao minuto

Carne já está mais cara no açougue e deve manter alta em 2020

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A esperada alta no preço das carnes já começou a chegar ao consumidor. Por causa do apetite chinês, que aumentou as importações de carnes do Brasil, a arroba do boi subiu nas últimas semanas, e o repasse já começa a chegar às gôndolas. E o movimento deve continuar, pressionando os preços para as festas de fim de ano.

A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que faz pesquisa de preço semanalmente no município de São Paulo, apontou que, na segunda quadrissemana de novembro (acumulado em 30 dias), as carnes bovinas subiram, em média, 4,2%.

O contrafilé, por exemplo, subiu 5,86%, e a alcatra, 3,63%. A picanha subiu menos, 0,32%. Os dados foram divulgados na terça-feira (19).

De acordo com Guilherme Moreira, coordenador de índice de preços da Fipe, os valores continuarão a subir até o início de 2020. “O aumento da carne neste ano foi pequeno, abaixo da inflação. As carnes começaram a aumentar agora”, diz.Para o especialista, o aumento dos preços é normal por causa das festas de fim de ano, mas a alta extrapola os valores para a época.”

O que pode justificar esses valores é uma combinação de entressafra e exportações fora do padrão”, diz Moreira.Desde o fim de 2018, a China enfrenta queda da produção de suínos devido a uma grave crise sanitária na suinocultura, o que a fez elevar as compras externas e a procura de outras proteínas, como a bovina.

O Brasil, o principal exportador mundial de carne bovina e de frango, foi beneficiado por essa demanda chinesa. E essa demanda veio justamente na entressafra do boi, quando a oferta é menor –em parte por causa da diminuição de matrizes após a Operação Carne Fraca, há dois anos, que derrubou os preços do setor– e quando o consumo interno aumenta devido às festas.

O resultado foi uma disparada do preço do boi, que chegou a R$ 204,05 na terça-feira, segundo o indicador Esalq/B3. A alta em 12 meses é de quase 40%.As carnes vieram, semana a semana, aumentando de preço. Na terceira quadrissemana de outubro, por exemplo, houve uma pequena queda, de 0,08%, nos preços para o consumidor, segundo a Fipe.

Já na primeira quadrissemana de novembro, as carnes tinham tido alta de 2,17%, taxa que quase dobrou na última pesquisa.

Segundo a reportagem apurou, os supermercados já esperam repassar novas altas para os clientes nas próximas semanas. Procurada, a Apas (Associação Paulista de Supermercados) não quis comentar o assunto.

Não é só o boi que fica mais caro. Além da pressão chinesa, no Brasil a carne suína também acompanha, em parte, as variações da carne bovina.

De acordo com a Fipe, as carnes de porco tiveram aumento médio de 3,11% na segunda quadrissemana de novembro. O pernil com osso, por exemplo, subiu 4,75%.Pelo 16º mês consecutivo, o Brasil exporta um volume mensal de carne suína acima de 100 mil toneladas. Em outubro, com base nos dados de exportação da terceira semana, relatados pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior), as vendas externas deverão atingir 177 mil toneladas.

De acordo com o Rabobank, os efeitos desse quadro desfavorável da produção continuarão em 2020.Para quem quiser escapar da alta dos preços mas sem abrir mão do churrasco, o preço do frango recuou 0,94% no último período pesquisado.

Como a produção de aves é mais rápida e a maior parte da produção é para consumo interno, a carne de frango sofre menos com a pressão externa. Já para os supersticiosos que evitam frango no Réveillon porque a ave cisca para trás, os preços dos pescados estão estáveis.

Fonte: Noticias ao minuto

Bolsonaro sanciona criação de nova estatal

Em uma vitória da ala militar do governo frente a uma equipe econômica de viés privatizante, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a criação da primeira estatal federal desde 2013: a NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea, responsável pelo controle do espaço aéreo do País.

 É a primeira empresa pública federal desde 2013, quando a ex-presidente Dilma Rousseff criou a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF). Até agora, nenhuma estatal federal de controle direto da União foi privatizada durante o governo Bolsonaro.

Com uma proposta relatada pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o “filho 01” do presidente, a NAV resulta da cisão da Infraero, que administra aeroportos públicos, e ficará com a receita das tarifas de navegação aérea. Ela será vinculada ao Ministério da Defesa e herdará cerca de 2 mil empregados da Infraero que já atuam na área de controle de tráfego aéreo.

Mas as transferências de empregados da Infraero para a NAV poderão superar esse número. Apesar da recomendação do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes, o presidente Bolsonaro manteve o artigo 23 da lei, que permite a transferência de todos os empregados da Infraero em caso de “extinção, privatização, redução de quadro ou insuficiência financeira”. Para isso, bastará a solicitação de “qualquer órgão da administração pública direta, indireta ou autárquica, mantido o regime jurídico”. Hoje, a Infraero conta com quase 9 mil funcionários em seu quadro.

Os empregados da Infraero são selecionados por concurso, mas cumprem o regime de CLT e não possuem estabilidade, como servidores públicos. Mas um acordo coletivo firmado em 2011, quando o governo começou a privatizar aeroportos, conferiu estabilidade a eles até o fim de 2020.

Com a intensificação das concessões de aeroportos à iniciativa privada nos últimos anos, os funcionários temiam ficar sem emprego a partir de 2021. Por isso, atuaram para emplacar uma emenda que protegesse a categoria, durante tramitação da proposta no Congresso Nacional.

A equipe econômica defendeu o veto a essa proposta. O secretário especial de Desestatização, Salim Mattar, chegou a dizer que a empresa era “coisa do governo passado” e que sua criação não estava garantida. Mas o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, venceu a disputa.

Freitas foi o responsável por evitar o veto do artigo que permitia a transferência dos empregados. O Estadão/Broadcast apurou que, em sua visão, isso poderia gerar uma “pressão desnecessária” sobre o quadro de funcionários da Infraero.

Transferências

Na estrutura atual do governo, a Infraero está subordinada ao ministério de Freitas. Com mais empregados do que precisa, a empresa tem cedido funcionários para outros órgãos públicos mais necessitados, como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Mas eles não podem ser transferidos de forma definitiva para nenhum outro órgão público. A lei da NAV, agora, abre essa possibilidade – o que atenderia a uma necessidade do governo de pessoal, já que não há novos concursos públicos programados e, por outro lado, há previsão de aumento de aposentadorias no curto prazo.

Procurado, o Ministério da Infraestrutura informou que “estuda diversos cenários para o fomento da política pública no setor de aviação civil para os próximos anos, incluindo a possibilidade de utilizar mecanismos que estão citados no texto sancionado”.

Hoje, já são 22 aeroportos privados, entre eles Guarulhos, Campinas, Brasília, Galeão e Confins, dos quais 12 foram leiloados no governo Bolsonaro. Outros 22 aeroportos devem ser vendidos no ano que vem e mais 20 até 2022 – inclusive Congonhas e Santos Dumont.

Os empreendimentos privados têm liberdade para contratar empregados que não sejam da Infraero, e o governo já havia sinalizado que esses funcionários poderiam ser dispensados ao fim do acordo coletivo. Esse cenário pode mudar com a sanção da lei da NAV.

A medida provisória (MP) que criava a NAV foi enviada ao Congresso Nacional pelo ex-presidente Michel Temer em 20 de dezembro. Assinaram o texto os titulares da equipe econômica (na época, Fazenda e Planejamento), além de Transportes e Defesa. Hoje, o texto sancionado traz a chancela dos Ministérios de Infraestrutura e Defesa, sem nenhum nome da equipe econômica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Noticias ao minuto

Verba para fiscalização trabalhista recua 63%

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – No primeiro Orçamento elaborado pelo presidente Jair Bolsonaro, os recursos para fiscalizações trabalhistas foram cortados para o menor patamar da série histórica, segundo dados do próprio governo.

 De um total de R$ 1,4 trilhão de despesas previstas para 2020, foram reservados R$ 26 milhões para operações de inspeção de segurança e saúde no trabalho, combate ao trabalho escravo e verificações de obrigações trabalhistas.

A queda em relação ao orçamento de 2019 –R$ 70,4 milhões– supera 63%.

Esse deve ser, portanto, o segundo recuo seguido nessa atividade, de acordo com a série histórica do Siop (Sistema de Planejamento e Orçamento) do Ministério da Economia, iniciada em 2013.

Procurado, o Ministério da Economia não quis comentar os dados obtidos pela reportagem.

O enxugamento vem na esteira de uma série de medidas adotadas pelo governo para afrouxar a legislação trabalhista, vista, pela equipe econômica, como bastante engessada.

O corte no orçamento, na avaliação do procurador do Trabalho Márcio Amazonas, mostra a linha de raciocínio lógica do governo.

Para ele, a extinção do Ministério do Trabalho, que virou uma secretaria no Ministério da Economia, deixou clara a prioridade de Bolsonaro. “Não é surpresa para ninguém.”

A consequência, diz, é que o Estado não estará presente nos lugares em que deveria estar. “Quem já passou por cidades do interior sabe que a fragilidade dessa população é maior, porque não tem auditor do trabalho nessas cidades, não tem núcleo móvel de trabalho escravo. Esses lugares vão virar terra de ninguém.”

O menor orçamento para fiscalizações trabalhistas preocupa centrais sindicais.

Para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, as medidas adotadas pelo governo na área trabalhista visam reduzir os custos de produção, mas podem acabar elevando as despesas, por exemplo, com acidentes.

“Sem fiscalização, a tendência deve ser o aumento de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho”, disse Gonçalves, conhecido como Juruna.

Líderes de centrais afirmam que as entidades não têm mais capacidade financeira de atuar na prevenção de acidentes, pois a contribuição sindical deixou de ser obrigatória.

“O governo está diminuindo a capacidade do movimento sindical e, agora, inicia o processo para inibir o próprio Estado, responsável por fiscalizar as condições de saúde e segurança no trabalho”, afirmou o presidente da UGT (União Geral do Trabalhadores), Ricardo Patah.

De janeiro a outubro, a equipe de Bolsonaro usou pouco mais da metade dos recursos orçados para fiscalizações trabalhistas neste ano.

Apenas R$ 38 milhões, de um total de R$ 70,5 milhões autorizados pelo Congresso, foram desembolsados, sendo que a maioria se refere a ajustes feitos no eSocial, plataforma para que empregadores forneçam dados dos trabalhadores exigidos por lei.

Do orçamento para 2020, a maior parte (R$ 22,7 milhões) será destinada para verificar se empresas estão cumprindo as obrigações arrecadatórias, especialmente relacionadas ao FGTS.

Apenas cerca de R$ 1,8 milhão é para inspeção de segurança e saúde no trabalho e combate ao trabalho escravo.

Na semana passada, o governo editou uma MP (medida provisória) para impulsionar empregos de jovens no país.

O texto também altera ou revoga uma série de trechos da legislação ligados a fiscalização e punições trabalhistas.

Entre os artigos removidos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) está um que proibia estabelecimentos de iniciar as atividades sem prévia inspeção e aprovação pelas autoridades.

Também foi suprimida da lei a possibilidade de o governo fazer convênios com órgãos, inclusive estaduais ou municipais, para ampliar o trabalho de fiscalização feito por auditores do trabalho.

A medida também proíbe aplicação de multas em caso de irregularidades constatadas na primeira visita dos auditores. A punição só existe em casos de reincidência, exceto em casos específicos (como falta de registro de empregados, atraso no pagamento de salários ou de FGTS, resistência à fiscalização, trabalho em condições análogas às de escravo e trabalho infantil).

O governo já tentou aprovar essa medida no Congresso em 2019, mas foi derrotado.

Em uma reação à MP, o MPT (Ministério Público do Trabalho) criou um grupo para analisar o programa do governo.

Os procuradores dizem que não foram consultados para a decisão de Bolsonaro e que o projeto limita a atuação do órgão.

O time do ministro Paulo Guedes (Economia) trabalha ainda em uma nova etapa da reforma trabalhista.

Um grupo de especialistas e técnicos foi formado para apresentar sugestões a serem analisadas pelo Executivo.

As propostas, de acordo com integrantes do grupo, só devem ser apresentadas ao Congresso no próximo ano, diante da quantidade de projetos econômicos do governo que já tramitam na Câmara e no Senado.

Fonte: Noticias ao minuto

ICMBio revisa limites do Parque de Fernando de Noronha

O Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), iniciou um processo de revisão dos limites e de demarcação georreferenciada do Parque Nacional Marinho (Parnamar) de Fernando de Noronha. Com isso, o órgão busca excluir da área da reserva as casas que já existiam antes do parque ser criado, em 1988.

A legislação não permite moradia em reservas como o Parnamar, mas a área do parque originalmente incluía essas casas. Com isso, os moradores não podiam realizar obras em seus imóveis, entre outras restrições.

“Nós identificamos que era possível fazer um ajuste para que não houvesse prejuízo para esses moradores e também não houvesse alteração do decreto que criou o Parque Nacional Marinho”, explicou o chefe do ICMBio, João Rocha.

Com a revisão, os técnicos do órgão começaram a implantar marcos de concreto georreferenciados para indicar os limites do Parque Nacional. As casas identificadas foram excluídas da área da reserva e incluídas na Área de Proteção Ambiental (APA), região onde é permitida a moradia.

Um dos pontos revisados é a Vila do Trinta, que conta com cerca de 15 imóveis erguidos antes da criação do Parque Nacional. “Não se trata de uma invasão da reserva porque as pessoas já moravam no local. É um reconhecimento tardio, por isso estamos fazendo a correção”, informou Rocha.

Os técnicos do ICMBio ainda não identificaram o total de imóveis que estão na área da reserva. A ilha principal do arquipélago de Fernando de Noronha conta 17 quilômetros quadrados e cerca 11 deles fazem parte do Parque Nacional. A equipe do Instituto Chico Mendes vai visitar 40 pontos até o fim de novembro.

O ajuste foi resultado de um acordo firmado entre o Governo Federal, Administração da Ilha e o Conselho Distrital.

Fonte: G1.com

Crianças com câncer recebem visita de super-heróis e têm manhã de atividades com policiais

Crianças e adolescentes do Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer de Pernambuco (GAC-PE) tiveram um dia especial, nesta quinta-feira (21), com direito a apresentações de super-heróis, cães farejadores e orquestra. As atividades aconteceram na sede da instituição, que fica em Santo Amaro, na área central do Recife.

A ação foi organizada, pelo quarto ano consecutivo, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), como parte da campanha “Policiais contra o câncer infantil”.

“A PRF se engaja por entender que, sensibilizando a sociedade para a causa da criança com câncer, nós conseguimos ajudar que o GAC consiga se manter. A reboque, levamos humanização para os policiais e coragem para as crianças que são policiais por um dia”, disse o inspetor Alexandre Rodrigues.

Os personagens Capitão América, Super Homem e Mulher Maravilha foram alguns dos heróis que fizeram a alegria das crianças. Durante a programação foram realizadas atividades lúdicas e de sustentabilidade, jogos educativos, exposição de viaturas e entrega de donativos para a instituição.

Rayvson Bezerra foi uma das crianças que teve oportunidade de dar uma volta de moto com um policial. “É muito bom porque a gente pode brincar, pular, fazer tudo que normalmente a gente não faz”, disse.

Para Ana Monteiro, mãe de Jessé Gabriel, sair da rotina é um presente. “Quando descobri o problema dele, não me deixei abater. Ele é uma criança especial, mas é muito difícil ficar aqui no tratamento. Sair dessa rotina de hospital alegra”, contou.

“Essa ação mobiliza a alegria e o sonho dessas crianças. Eles olham para os policiais com tanto potencial de força e garra e se espelham nisso”, afirmou Vera Moraes, presidente do GAC-PE.

Além do presente de Natal adiantado, as crianças ajudaram a raspar o cabelo dos policiais, que organizaram a ação solidária pelas crianças com câncer.

Fonte: G1.com

Denúncia anônima contra tráfico de drogas leva PM a plantação legalizada de maconha, na PB

Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar até uma plantação de maconha legalizada, em João Pessoa, na manhã desta quinta-feira (21). No local funciona a Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), que possui autorização judicial e é a única entidade que pode cultivar maconha com fim medicinal no país.

De acordo com o capitão Sena, a denúncia anônima relatou que uma casa de três andares, que fica ao lado da Abrace, fazia o cultivo de maconha. A associação foi vista como um anexo da residência, fazendo com que os policiais chegassem até o local. Além das viaturas, o helicóptero da PM participou da ação.

Um funcionário que estava na associação recebeu os policiais e apresentou os documentos que comprovam a autorização do cultivo. De acordo com a assessoria da Abrace, não houve qualquer abuso durante a abordagem feita pela PM.

Ainda conforme a assessoria, o local – que dispõe de muros altos, cerca elétrica e um portão moderno que só é aberto com autorização dada pelo interfone – é seguro e com isso, não será preciso a mudança de endereço após a denúncia.

A associação

A Abrace Esperança é uma organização não-governamental que funciona desde 2017 e produz, além do óleo de maconha para pacientes com prescrição médica, a pomada a base de maconha, um spray de canabidiol e está em fase final de desenvolvimento de um supositório, para pacientes em casos extremos de crises epilépticas.

A associação já atendeu cerca de 900 pacientes em todo o país desde a autorização judicial e atualmente possui mais de 700 pacientes ativos até janeiro. Pelo menos 86 pacientes recebem o canabidiol de graça por não terem condições financeiras. A meta é até 2022 atender 10 mil pessoas.

Fonte: G1.com

Após ‘chá de revelação’ de doador, atriz cearense Duda Riedel realiza transplante de medula óssea

Em tratamento contra a leucemia há 6 meses, a atriz e digital influencer cearense Duda Riedel, 24, realiza, nesta quinta-feira (21), o transplante de medula óssea. Após exames de compatibilidade com familiares, amigos e doadores cadastrados no Banco Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), Duda encontrou um doador estrangeiro com 100% de correspondência genética. Em outubro, ela realizou um ‘chá de revelação’ para descobrir quem iria doar a medula.

Duda ficou famosa nas redes sociais publicando vídeos bem humorados sobre relacionamentos. Após ser diagnosticada com leucemia, em maio deste ano, durante uma campanha de doação de sangue, a cearense passou a compartilhar sua rotina de tratamento, sempre com positividade. Ela soma mais de 649 mil seguidores em seu perfil no Instagram.

No fim desta manhã, em post nas redes, a atriz anunciou o início do procedimento de transplante, em São Paulo. Na publicação, Duda escreveu uma carta para o doador.

“Oi, então… não nos conhecemos, mas sei que já nos amamos. Aqui em minhas mãos seguro um pouco de ti. Você se tornou parte de mim. Me disseram que daqui dois anos eu posso pedir pra gente se encontrar, e eu calculo todos os dias quantos faltam pra te abraçar. Escrevo isso em lágrimas pois me dói pensar o que seria de mim se não fosse o seu ‘sim'”, relatou.

‘Chá de revelação’

Duda já havia comemorado a remissão completa do câncer em junho, depois de apenas uma semana de quimioterapia. Ainda assim, a cearense precisava realizar o transplante de medula óssea para reduzir as chances de reincidência.

O doador do Redome foi descoberto durante um “chá de revelação”, organizado pela família da atriz. O vídeo com o momento viralizou na internet e já tem quase 1 milhão de visualizações. Duda foi convidada para contar sua história no programa Encontro com Fátima Bernardes e falou da importância da doação.

Após o diagnóstico da leucemia, a atriz iniciou uma campanha sobre a doação de sangue e de órgãos nas redes sociais. A hashtag #tutemforçamenina já mobilizou mais de 500 mil seguidores, tornando-se um símbolo na luta contra o câncer.

Fonte: g1.com

IMA divulga laudo que descarta contaminação química em praias de Alagoas

O Instituto do Meio Ambiente (IMA) em Alagoas divulgou, nesta quinta-feira (21), que análises feitas em trechos de praias do litoral alagoano onde ocorreram o surgimento de óleo não apresentam mais contaminação por químicos.

De acordo com as amostras coletadas em pontos do litoral e enviadas para laboratório, as concentrações de contaminantes como Benzeno, Etilbenzeno, Tolueno e Xileno estão dentro do Limite de Quantificação do método (LQ), que segue o parâmetro de 0,5µg/L, aferido por resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

As amostras, analisadas pelo Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), foram coletadas em oito pontos diferentes da capital e dos Litorais Norte e Sul do Estado, nos seguintes municípios:

Piaçabuçu;

Feliz Deserto;

Coruripe;

Barra de São Miguel;

Maceió;

São Miguel dos Milagres;

Japaratinga;

Maragogi.

As coletas ocorreram nos dias 13 e 14 de novembro. Ao mesmo tempo, a equipe do IMA coletou amostras em 10 diferentes pontos para análise de PH, Salinidade e a presença da bactéria Escherichia coli, já uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) coletou amostras de água, óleo, solo e peixe, e estabeleceram o prazo de 10 dias para divulgação dos resultados preliminares.

Os resultados das análises feitas pelo laboratório indicam segurança de uso por parte dos banhistas.

Mas o instituto faz um alerta: “em caso de avistamento de manchas de óleo, tanto nos pontos onde foram feitas as coletas como em quaisquer outros trechos de praia, a pessoa deve evitar o contato direto e avisar à prefeitura local para que sejam tomadas as devidas providências”.

Fonte G1.coom