O percentual de famílias brasileiras com dívidas recuou pela primeira vez desde dezembro de 2025, passando de 82% em agosto para 81,7% em setembro. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Apesar da queda no endividamento geral, o comportamento da inadimplência variou de acordo com a renda. Entre as famílias que recebem até três salários mínimos, o índice caiu de 38,8% para 38,5% no período.
Na faixa de renda acima de 10 salários mínimos, por outro lado, a inadimplência aumentou de 14,9% para 15%. Esse foi o único grupo, entre as quatro faixas analisadas pela pesquisa, a registrar alta no indicador.
O endividamento vinha crescendo desde dezembro do ano passado, quando atingia 80,9% das famílias. A sequência de altas levou o índice ao maior nível da série em abril e maio, quando chegou a 82,2%.
Para a CNC, a tendência é de estabilidade nos próximos meses. A entidade projeta que o endividamento das famílias encerre 2026 próximo de 81,5%.








