O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta sexta-feira (14), a decisão do governo brasileiro de iniciar o processo de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo o presidente, a medida busca demonstrar que o Brasil tem condições de reagir às decisões comerciais adotadas pelo governo norte-americano.
Em entrevista aos podcasts As Cunhãs e Não Inviabilize, Lula afirmou que pretende manter uma relação diplomática com os Estados Unidos e descartou a intenção de entrar em conflito com o país. “Eu quero manter uma boa relação com os Estados Unidos. Não quero nenhuma briga com os Estados Unidos”, declarou.
O presidente também afirmou estar tranquilo diante das possíveis consequências da medida e disse que pretende defender os interesses brasileiros por meio do diálogo e da apresentação de argumentos. “Nós, ontem, entramos com lei da reciprocidade para a gente mostrar que a gente não é pouca coisa”, afirmou.
As tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos começaram a ser aplicadas a determinados produtos brasileiros em meio ao agravamento das relações entre os dois países. A abertura do processo de reciprocidade, porém, não significa que o Brasil aplicará imediatamente tarifas ou outras medidas contra produtos norte-americanos. O procedimento prevê etapas antes de uma eventual adoção de medidas de defesa comercial.
Lula também disse que tenta estabelecer um novo contato direto com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, uma eventual conversa deverá abordar as relações comerciais entre os países e questões relacionadas à política brasileira. “Não se meta nos negócios do Brasil e sobretudo na questão da eleição”, disse o presidente, ao relatar o que pretende dizer a Trump.








