Data deve movimentar quase R$ 29,7 bi na economia. 81% pretendem pagar o presente à vista, principalmente no PIX (52%). 37% dos que pretendem presentear estão com contas atrasadas
O Dia dos Pais deve movimentar R$ 29,7 bilhões no comércio e serviços. É o que aponta levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas. De acordo com a pesquisa, 63% dos consumidores pretendem comprar presentes no Dia dos Pais este ano. Na prática, isso significa que aproximadamente 104 milhões de pessoas residentes nas capitais devem ir às compras, uma redução nominal de 2,3 milhões de compradores em relação a 2025.
De acordo com os entrevistados, 36% pretendem gastar mais que em 2025, 34% o mesmo valor e 17% querem gastar menos. Entre aqueles que pretendem gastar mais, o desejo de dar um presente melhor lidera (61%), mas a percepção de alta de preços também é uma justificativa relevante (38%). Entre os que vão desembolsar menos, os principais motivos são orçamento apertado (40%), contenção de gastos (39%) e o pagamento de dívidas (18%).
A pesquisa aponta que o valor médio dos gastos será em torno de R$ 286 ao todo. Os consumidores pretendem comprar, em média, 1,8 presentes.
“A leve retração no número de compradores para este Dia dos Pais é o reflexo mais claro de um consumidor que está operando no limite do seu orçamento. Embora a intenção de presentear continue alta, a realidade de atrasos no pagamento de contas e o fantasma da inadimplência forçaram uma parcela significativa das famílias a dar um passo atrás. O momento exige cautela: para muitos, a dificuldade de manter as despesas básicas do dia a dia em ordem tornou inviável a entrada nessa jornada de compras para presentear”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.
Itens de vestuário e cosméticos lideram o ranking de presentes para o Dia dos Pais. 46% consideram presentear com um item de segunda mão e 81% pretendem pagar à vista. Os consumidores estão atentos aos preços e a maioria (77%) pretende pesquisar para economizar antes de fazer as compras do Dia dos Pais. Desses, 64% iniciam a pesquisa com ao menos duas semanas de antecedência — 15 dias (35%), 1 semana antes (25%) e na véspera (4%).
Assim como no ano passado, roupas, calçados e acessórios mantêm a liderança com 62% das intenções de compra. cosméticos e perfumes vêm em segundo (27%), seguidos por ferramentas (18%), eletrônicos (16%) e artigos esportivos (16%). Dinheiro ou PIX aparece com 10%.
O levantamento aponta ainda que 73% pretendem pagar o(s) presente(s) sozinhos, enquanto 22% desejam dividir. Nesse grupo, 12% irá pagar parte do(s) presente(s) sozinho e outra parte irá dividir o valor com outra(s) pessoa(s) e 10% irá dividir todo o valor do presente com outra(s) pessoa(s). O movimento pode refletir tanto pressão orçamentária quanto uma estratégia de compra coletiva para presentes de maior valor.
Entre os entrevistados, 62% querem presentear o próprio pai, na sequência aparecem o esposo (21%), o sogro (13%) e o pai dos filhos (13%). A comemoração segue essencialmente doméstica: 35% celebrarão em casa e 35% na casa do pai.
Lojas físicas serão os principais locais de compras
A maioria dos entrevistados (72%) pretende realizar suas compras nos canais físicos, principalmente em shoppings centers (27%), lojas de departamento (17%), lojas de rua (16%) e shopping popular (16%).
Mas 47% pretendem comprar pela internet, sobretudo aplicativos (71%), sites (57%) e Instagram (23%). Entre aqueles que farão as compras em sites e lojas online, 58% utilizarão os sites varejistas internacionais, seguido de varejistas nacionais (40%) e plataformas de compra e venda de produtos novos ou usados (37%).
Já os fatores de escolha do ponto de venda, os consumidores destacam o preço, promoções e descontos (49%), seguidos pela qualidade dos produtos (45%) e frete grátis (35%). Rapidez na entrega (26%) e facilidade de pagamento (25%) completam os cinco critérios mais decisivos







