O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), voltou a levantar suspeitas sobre o sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com representantes de cerca de 40 países, em Brasília. Na ocasião, afirmou que o Brasil utilizaria urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic, informação já desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que afirma não utilizar equipamentos da empresa nas eleições brasileiras.
Embora tenha negado estar questionando a confiabilidade das eleições, Flávio defendeu o envio de observadores internacionais para acompanhar o pleito de 2026. A declaração remete ao discurso adotado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em eleições anteriores.
As falas ocorrem em um momento de desafios para a pré-campanha do senador. Às vésperas das convenções partidárias, Flávio ainda busca ampliar o apoio político além do PL, enquanto partidos como União Brasil, Progressistas e Republicanos seguem negociando eventual adesão à candidatura.
A pré-campanha também enfrenta desgastes relacionados a outros episódios recentes, como a repercussão de um pedido de apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro e divergências públicas com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tiveram reflexos nas pesquisas de opinião.
Além disso, a senadora Tereza Cristina (PP), apontada como possível candidata a vice-presidente na chapa, informou a aliados que não pretende assumir a posição. O cenário reforça o momento de articulação política da campanha antes da oficialização das candidaturas.








