O comércio exterior cearense ganhou força em agosto, quando o Estado movimentou US$ 341,6 milhões em vendas para outros países. O resultado foi o maior registrado em um único mês neste ano e fez o acumulado de 2026 alcançar US$ 1,6 bilhão, conforme levantamento do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (CIN/Fiec).
O desempenho também mudou a posição do Ceará no cenário regional. Com saldo positivo de US$ 65,3 milhões na balança comercial em agosto, o Estado passou Pernambuco e terminou o mês como o terceiro maior exportador do Nordeste, atrás apenas de Bahia e Maranhão. Na comparação com agosto de 2025, o valor exportado mais que dobrou.
A expansão ocorre mesmo com um volume de importações superior ao das exportações no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, as compras internacionais chegaram a US$ 1,84 bilhão, crescimento de 1,2%. Já as exportações avançaram 8,2%, fazendo o déficit comercial recuar 32,4%, para US$ 212,4 milhões, o menor resultado para o período desde 2022.
A pauta de produtos vendidos ao exterior também mostra avanço de segmentos além da siderurgia, tradicionalmente responsável por grande parte das exportações cearenses. Entre os destaques de 2026 estão máquinas e materiais elétricos, alumínio, combustíveis e produtos minerais. Em agosto, os nove principais segmentos industriais fora do setor de ferro e aço registraram, juntos, crescimento de 67,5% na comparação anual.
Na divisão por mercados, os Estados Unidos lideram com US$ 705,9 milhões em compras de produtos cearenses neste ano. México, Espanha, China e Colômbia aparecem na sequência. Polônia, Bélgica, Países Baixos, Alemanha e Itália completam a lista dos dez principais destinos, enquanto municípios como Caucaia e Maracanaú também registraram expansão nas vendas externas.







