PP e União Brasil devem ficar neutros e não apoiar Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

A federação formada por União Brasil e Progressistas (PP) não deve declarar apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026. A tendência é que os diretórios estaduais das duas legendas tenham liberdade para definir seus próprios apoios nos estados.

Segundo dirigentes da federação, a decisão foi motivada pelo desgaste na relação entre Flávio Bolsonaro e lideranças dos partidos, além da pressão de parlamentares, principalmente do Nordeste, que defendem uma posição de neutralidade para evitar prejuízos às campanhas locais.

Entre os fatores que contribuíram para o distanciamento está a insatisfação do presidente do PP, senador Ciro Nogueira, que esperava uma manifestação pública de Flávio após ter sido alvo de investigação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master. Outro episódio citado foi a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), aliado de Flávio, sem que o senador se manifestasse publicamente em sua defesa.

Apesar da tendência de neutralidade nacional, o PP deve liberar seus diretórios estaduais para firmarem alianças conforme os interesses regionais. Em São Paulo, por exemplo, a sigla pretende apoiar Flávio Bolsonaro para fortalecer a pré-candidatura do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP), ao Senado.

A definição reforça o cenário de articulações para a disputa presidencial, na qual os partidos buscam equilibrar interesses nacionais e regionais antes da oficialização das alianças eleitorais.


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