O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3) que a sanção aplicada pelos Estados Unidos contra investigados por ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) prejudicou a Operação Exchange. Segundo ele, a corporação precisou antecipar a ação após o anúncio das medidas americanas, o que dificultou a prisão do empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, que segue foragido.
De acordo com Andrei Rodrigues, a divulgação das sanções alterou o planejamento da operação. “Se essa designação não tivesse ocorrido, talvez o desfecho fosse outro”, afirmou, acrescentando que a antecipação causou prejuízo às investigações. Durante a operação, a PF prendeu sete pessoas, entre elas Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada como colaboradora de Shimada.
As investigações indicam que o grupo atuava em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas, utilizando criptomoedas, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias e empresas para movimentar recursos ilícitos. A Justiça também determinou o bloqueio de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões.
Na última quarta-feira (1º), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou Victor Shimada, apontado como um elo entre integrantes do PCC na Flórida e traficantes internacionais, além de Stella Stefanie, que, segundo as autoridades americanas, atuava como secretária e intermediária na coleta de dinheiro para o esquema.
A defesa de Victor Shimada informou que ainda não teve acesso às decisões judiciais e aos elementos da investigação. O advogado do empresário afirmou que a possibilidade de apresentação voluntária do cliente à Polícia Federal será analisada após o conhecimento do conteúdo do processo.








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