O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando que o Brasil não adota medidas eficazes para impedir a importação e comercialização de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida foi anunciada nesta terça-feira (2) e faz parte de uma investigação que envolve outras 59 economias.
Segundo o governo norte-americano, o Brasil está entre os 54 países que não possuem mecanismos considerados adequados para proibir e fiscalizar a entrada de produtos fabricados nessas condições. O relatório afirma que essa situação cria obstáculos ao comércio dos Estados Unidos e gera concorrência desleal para trabalhadores e empresas americanas.
A proposta surge apenas um dia após o USTR sugerir uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros em outra investigação comercial. Caso seja aprovada, a nova taxa poderá ser aplicada de forma adicional sobre diversas mercadorias exportadas pelo Brasil ao mercado americano.
De acordo com o documento, países como Canadá, México, Indonésia, Paquistão, Equador e integrantes da União Europeia receberam uma proposta de tarifa menor, de 10%, por já possuírem mecanismos parciais de combate à importação de produtos ligados ao trabalho forçado.
Antes de qualquer decisão definitiva, o governo dos Estados Unidos abrirá consulta pública sobre a medida. As audiências estão previstas para ocorrer em 7 de julho, quando representantes dos países afetados e setores econômicos poderão apresentar argumentos sobre as tarifas propostas.









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