A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta sexta-feira (29) que os planos de saúde individuais e familiares terão reajuste máximo de 5,11% em 2026. O percentual é o menor registrado desde o ano 2000, desconsiderando o período da pandemia da Covid-19, quando houve redução nos valores.
O índice vale para contratos firmados a partir de janeiro de 1999 e beneficia cerca de 7,7 milhões de brasileiros que possuem planos individuais, o equivalente a 14,5% dos usuários de planos de saúde no país.
O reajuste poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato. Para contratos com vencimento em maio e junho, a cobrança pode começar em julho ou agosto, com retroatividade ao mês correspondente.
Nos últimos anos, os reajustes autorizados pela ANS foram:
- 2022: 15,5%
- 2023: 9,63%
- 2024: 6,91%
- 2025: 6,06%
- 2026: 5,11%
Segundo a ANS, o cálculo considera fatores como a frequência de utilização dos serviços médicos, despesas assistenciais das operadoras e a inflação oficial do país. O índice também leva em conta custos com equipamentos, insumos médicos e ganhos de eficiência das empresas do setor.
O diretor-presidente da ANS, Wadih Damous afirmou que o objetivo é garantir equilíbrio entre a sustentabilidade das operadoras e a capacidade de pagamento dos consumidores.
Além do reajuste anual, os planos também podem sofrer aumento por mudança de faixa etária, conforme previsto em contrato.
Já os planos empresariais e coletivos não seguem o teto definido pela ANS, tendo os reajustes negociados diretamente entre operadoras e contratantes.









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