Apesar da guerra, FMI projeta crescimento de 1,9% para o Brasil e reduz estimativa global para 3,1%

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia global para 3,1% em 2026, diante dos impactos da guerra no Oriente Médio, principalmente sobre o mercado de energia. A nova estimativa representa uma queda de 0,2 ponto percentual em relação à previsão anterior.

De acordo com o relatório Perspectiva Econômica Global, o aumento nos preços do petróleo é o principal fator de preocupação. O encarecimento da commodity tende a pressionar a inflação mundial, o que pode levar bancos centrais a manter juros elevados por mais tempo e frear o crescimento econômico.

O economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, alertou que o cenário pode piorar caso o conflito se prolongue. Em uma projeção mais adversa, o crescimento global pode cair para 2,5%, com petróleo em torno de US$ 100 o barril e maior instabilidade nos mercados.

O Fundo também destacou que a alta nos preços da energia pode provocar um aperto nas condições financeiras globais, dificultando o acesso ao crédito e aumentando o risco de recessão em diversos países. A inflação mundial pode ultrapassar os 6% em um cenário mais crítico.

Na contramão da tendência global, o Brasil teve sua projeção revisada para cima. Segundo o FMI, o país deve crescer 1,9% em 2026, impulsionado, em parte, por ser exportador de petróleo, o que pode gerar ganhos com a valorização da commodity.

Apesar da melhora, o crescimento brasileiro ainda é considerado moderado e abaixo do registrado em 2025. O FMI avalia que fatores como reservas internacionais sólidas e menor dependência de dívida externa devem ajudar o país a enfrentar os impactos da crise internacional.


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