A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lança, nesta sexta-feira (10), em Salvador, um estudo inédito para ampliar a prevenção do HIV entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos, especialmente em comunidades periféricas. A iniciativa será realizada na Bahia e em São Paulo, com a participação de cerca de 1,4 mil pessoas.
O projeto vai testar a oferta da profilaxia pré-exposição (PrEP), método que utiliza medicamentos antirretrovirais antes de uma possível exposição ao vírus, com foco em públicos mais vulneráveis, como homens gays, travestis e mulheres trans. Segundo o pesquisador Laio Magno, a proposta busca ampliar o acesso à prevenção fora dos serviços tradicionais de saúde.
Batizado de PrEP na Comunidade (COmPrEP), o estudo pretende enfrentar barreiras como estigma, discriminação e dificuldade de acesso aos serviços de saúde, fatores que contribuem para a maior vulnerabilidade dessa faixa etária à infecção pelo HIV. Dados do Ministério da Saúde indicam baixa adesão de jovens entre 15 e 19 anos ao uso da PrEP no país.
A pesquisa vai comparar dois modelos de atendimento: o tradicional, realizado em unidades de saúde, e o comunitário, com oferta da PrEP por educadores pares — jovens da própria comunidade capacitados e supervisionados por profissionais de saúde. O acompanhamento dos participantes terá duração de até 12 meses.
O recrutamento deve começar entre setembro e outubro deste ano, após a conclusão da fase piloto prevista para junho. Os resultados finais do estudo estão previstos para 2028 e podem contribuir para a formulação de novas estratégias de prevenção do HIV no Brasil.









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