O governo brasileiro condenou, nesta quinta-feira (9), os ataques realizados por Israel contra o Líbano, iniciados um dia após o anúncio de um cessar-fogo mediado por Estados Unidos e Irã. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a ofensiva contribui para a escalada da violência na região e ameaça a estabilidade.
Segundo o Itamaraty, os bombardeios atingiram áreas extensas do território libanês, com saldo inicial de 254 mortos e 1.165 feridos. O Brasil também reiterou a defesa da soberania e da integridade territorial do Líbano.
No comunicado, o governo brasileiro pediu a suspensão imediata das ações militares. “Brasil insta Israel a suspender imediatamente suas ações militares e a retirar todas as suas forças do território libanês”, informou a pasta, que também cobrou o cumprimento da Resolução 1.701 do Conselho de Segurança da ONU, que prevê cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.
Apesar do acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã, Israel realizou a maior ofensiva recente no território libanês. O Irã sinalizou que pode romper o cessar-fogo, enquanto há divergências sobre a inclusão do Líbano no acordo — contestada pelos EUA, mas confirmada pelo mediador, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
A atual escalada ocorre em meio a um histórico de confrontos entre Israel e o Hezbollah, intensificados desde a guerra na Faixa de Gaza, a partir de 2023. Países europeus e representantes da União Europeia têm pressionado pela ampliação do cessar-fogo para incluir o território libanês.









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