Margens de lucro de combustíveis sobem até 70% após guerra no Irã

As margens de lucro de distribuidoras e postos de combustíveis no Brasil dispararam desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, no fim de fevereiro, chegando a subir até 71,6% no diesel. Mesmo com medidas do governo para conter a alta, levantamento do Ibeps aponta aumento médio superior a 30% na gasolina e nos dois tipos de diesel.

O diesel S-500 teve a maior elevação, com alta de 71,6% nas margens, seguido pelo diesel S-10 (45%) e pela gasolina comum (32,2%). Os percentuais representam a fatia do preço final que fica com distribuidoras e revendedores, e não o valor total pago pelo consumidor.

Diante da escalada, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) passou a monitorar o mercado para identificar possíveis práticas abusivas. As altas ocorrem mesmo após ações como a isenção de tributos sobre o diesel e incentivos ao setor.

O avanço das margens acompanha a disparada do petróleo no mercado internacional, que ultrapassou US$ 100 por barril com o agravamento do conflito no Oriente Médio. A região é estratégica para o fornecimento global, especialmente pelo controle do Estreito de Ormuz.

Com isso, o impacto se espalha pela economia brasileira, pressionando custos de transporte, alimentos e energia, já que o diesel é essencial para a logística e produção no país.


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