A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,7% em fevereiro, após marcar 0,33% em janeiro. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar da aceleração mensal, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior e dentro da meta de inflação definida pelo governo.
Principais fatores da inflação em fevereiro:
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Educação: +5,21% (maior impacto)
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Transportes: alta puxada por passagens aéreas
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Alimentação e bebidas: leve alta de 0,26%
Segundo o IBGE, educação e transportes responderam por cerca de 66% da inflação do mês. O principal motivo foi o reajuste anual das mensalidades escolares, comum no início do ano letivo.
Entre os cursos regulares, os maiores aumentos foram:
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Ensino médio: +8,19%
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Ensino fundamental: +8,11%
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Pré-escola: +7,48%
Alimentos tiveram alta moderada:
O grupo alimentação e bebidas subiu 0,26%, com aumento em alguns produtos importantes:
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Açaí: +25,29%
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Feijão carioca: +11,73%
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Ovo de galinha: +4,55%
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Carnes: +0,58%
Por outro lado, alguns itens tiveram queda:
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Frutas: -2,78%
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Óleo de soja: -2,62%
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Arroz: -2,36%
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Café moído: -1,20%
O arroz acumula queda de 27,86% em 12 meses, reflexo de boa oferta do produto no mercado.
No grupo transportes, o destaque foi a passagem aérea, que subiu 11,4%. Já os combustíveis tiveram queda média de -0,47%, com:
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Gasolina: -0,61%
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Gás veicular: -3,10%
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Etanol: +0,55%
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Diesel: +0,23%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de menor renda, teve alta de 0,56% em fevereiro e acumula 3,36% em 12 meses, também abaixo do período anterior.
Mesmo com a alta registrada em fevereiro, os dados mostram desaceleração da inflação anual em relação ao ano passado.
Agência News Cariri









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