Justiça condena Pablo Marçal a indenizar Guilherme Boulos por disseminação de informações falsas

A Justiça de São Paulo condenou o influenciador digital e ex-candidato a prefeito da capital paulista, Pablo Marçal, ao pagamento de R$ 100 mil de indenização ao ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL). A decisão se refere à divulgação de informações falsas durante a campanha eleitoral de 2024, quando ambos disputaram a Prefeitura de São Paulo.

Durante o período eleitoral, Marçal associou publicamente a imagem de Boulos ao uso de drogas ilícitas e chegou a divulgar, nas redes sociais, um laudo médico falso que supostamente indicaria atendimento por uso de cocaína. À época, a Justiça Eleitoral determinou a suspensão do perfil de Marçal no Instagram após identificar indícios de falsidade no documento. O caso também foi investigado pela Polícia Federal, que indiciou o influenciador pela utilização e divulgação do laudo fraudulento.

Na sentença, o juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível de São Paulo, afirmou que, embora o debate político permita críticas duras, isso não autoriza a prática de crimes contra a honra nem a disseminação deliberada de fatos sabidamente inverídicos. Segundo o magistrado, a liberdade de expressão não pode ser usada como justificativa para calúnia e difamação.

O juiz destacou ainda que o documento apresentado por Marçal foi fabricado de forma intencional, com assinatura médica forjada, com o objetivo de prejudicar a reputação do adversário e influenciar o eleitorado. Até a publicação desta matéria, Guilherme Boulos e Pablo Marçal não haviam se manifestado sobre a decisão judicial.


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