Inflação sobe 0,82% em setembro, pressionada pela conta de energia elétrica

A inflação oficial do Brasil avançou 0,82% em setembro, após o país registrar deflação de 0,32% em agosto. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e ficou acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,73%.

O principal impacto veio da conta de energia elétrica residencial, que subiu 7,98% com o fim do desconto relacionado ao Bônus de Itaipu, aplicado nas faturas emitidas em agosto. Entre os grupos pesquisados, Habitação teve a maior variação, de 2,31%, seguida por Transportes, com 0,89%, e Alimentação e bebidas, com 0,83%.

Em Transportes, a alta foi influenciada pelo aumento de 9,66% nas passagens aéreas e de 1,41% nos combustíveis. O etanol subiu 3,16%, o óleo diesel avançou 1,69%, a gasolina teve alta de 1,21% e o gás veicular aumentou 0,10%.

Já o grupo Alimentação e bebidas voltou a registrar inflação após três meses consecutivos de queda. A alimentação no domicílio subiu 0,96%, com destaque para o tomate, que aumentou 37,76%, a batata-inglesa, com 24,07%, e a cebola, com 10,14%. Também houve altas no arroz (4,56%) e nas carnes (0,63%). A alimentação fora de casa avançou 0,48%.

Com o resultado de setembro, o IPCA acumula alta de 3,95% em 2026 e de 4,58% nos últimos 12 meses. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Para o fechamento deste ano, a projeção do mercado chegou a 5,01%, segundo o Boletim Focus, enquanto a estimativa para 2027 está em 4,3%.