Ceará registra US$ 84,8 milhões em exportações de calçados e prevê mais de 4 mil empregos

O Ceará manteve a segunda posição entre os maiores estados exportadores de calçados do Brasil em valor e volume no período de janeiro a julho de 2026. Segundo os dados apresentados pelo setor, foram US$ 84,8 milhões em exportações e 15,7 milhões de pares enviados ao mercado internacional. A cadeia produtiva calçadista reúne atualmente cerca de 64,9 mil empregos diretos no estado.

O desempenho cearense correspondeu a aproximadamente 19% do valor exportado pelos cinco principais estados fabricantes do país no período, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul. Os resultados foram registrados em um cenário de desafios para a indústria nacional, marcado pelo avanço das importações asiáticas e pela retração do consumo interno.

Entre os mercados internacionais, a Colômbia permaneceu como o segundo principal destino dos calçados produzidos no Ceará, com US$ 11 milhões em vendas, alta de 1,6%. O Equador registrou US$ 3,4 milhões, crescimento de 14,2%, enquanto o Peru alcançou US$ 2,6 milhões, avanço de 7,3%. Já as exportações para o Canadá somaram US$ 1,8 milhão, com aumento de 58,1%.

Além das exportações, o estado prevê novos investimentos no setor. Por meio do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado (Condec) e da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), foram aprovados protocolos de intenção com dez indústrias calçadistas. O pacote prevê mais de R$ 140 milhões em investimentos e a criação de mais de 4,1 mil empregos diretos em municípios como Irauçuba, Granja, Pedra Branca, Baturité, Porteiras, Mauriti, Brejo Santo, Itapajé e Pentecoste.

O secretário do Desenvolvimento Econômico, Fábio Feijó, atribuiu os resultados à competitividade do setor e às iniciativas de atração de empresas. Segundo ele, a expectativa é ampliar a presença industrial no interior e fortalecer a geração de empregos. Os investimentos anunciados ainda dependem da implantação dos projetos previstos nos protocolos de intenção.