O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (11) o sigilo de parte das investigações relacionadas ao Banco Master que tramitam na Corte. A decisão atendeu a uma solicitação feita horas antes pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, e tornou públicos documentos de inquéritos, reclamações e petições ligados ao caso.
Entre os materiais liberados estão apurações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Mendonça, no entanto, não liberou o conteúdo das investigações relacionadas ao filme “Dark Horse” nem o procedimento que apura a relação entre o senador Jaques Wagner e o ex-sócio do banco, Augusto Ferreira Lima. Esses casos permanecem sob sigilo.
A investigação sobre o filme “Dark Horse” ganhou destaque após a divulgação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Segundo as informações divulgadas, o senador e pré-candidato à Presidência teria negociado recursos para financiar a produção cinematográfica sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões ao projeto por meio de um fundo nos Estados Unidos.
Também continua sob sigilo a investigação envolvendo Jaques Wagner e Augusto Lima. Segundo os investigadores, foram identificadas 74 ligações telefônicas entre o senador e o ex-sócio de Vorcaro, que também é investigado por supostas fraudes financeiras. A Polícia Federal aponta que Wagner teria atuado em defesa de interesses do Banco Master no Congresso e recebido, em contrapartida, supostas vantagens indevidas.
A decisão de Mendonça ocorre em meio à crise no STF envolvendo a condução das investigações relacionadas ao Banco Master. O conflito também envolve a Procuradoria-Geral da República, a direção da Polícia Federal e o ministro Flávio Dino, após divergências sobre o andamento dos procedimentos. Parte das investigações foi tornada pública, enquanto outras, incluindo os casos Dark Horse e Jaques Wagner, permanecem protegidas por sigilo.







