O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira (3) que deixará a sociedade no Instituto Iter, instituição privada de ensino que oferece cursos de capacitação e pós-graduação executiva. Segundo nota divulgada pelo ministro, ele nunca recebeu lucros da instituição, fundada em novembro de 2023.
Mendonça informou que cederá suas cotas e as da esposa, Janei Mendonça, para que eventuais valores relacionados à participação do casal sejam destinados a fins sociais e educacionais. O instituto também deverá ser transformado em uma entidade sem fins lucrativos.
Com a mudança, segundo o ministro, o Iter terá atuação exclusivamente educacional e social. Mendonça afirmou que continuará ligado à instituição apenas como professor, prestando serviços acadêmicos. No site do Iter, ele aparece como responsável pelo curso Arte e a Ciência da Oratória.
A decisão foi tomada em conjunto com o presidente do instituto, Victor Godoy Veiga, que também foi ministro durante o governo de Jair Bolsonaro. Mendonça comandou o Ministério da Justiça e Segurança Pública entre 2020 e 2021, enquanto Veiga chefiou o Ministério da Educação entre 2022 e 2023.
A saída ocorre após reportagem da Revista Fórum apontar que o Instituto Iter firmou ao menos 55 contratos com órgãos públicos de 14 estados, somando cerca de R$ 10,8 milhões. Segundo a publicação, 54 contratos foram realizados por contratação direta. A Agência Brasil informou que procurou o instituto e aguardava manifestação sobre o levantamento.







