Uma nova espécie de fóssil de araucária, que viveu há cerca de 120 milhões de anos, foi batizada como Araucaria benignae em homenagem a Benigna Cardoso da Silva, a Menina Benigna. O fóssil foi encontrado na Bacia do Araripe, no Cariri cearense, e o holótipo permanece no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri.
A espécie foi identificada a partir de fósseis encontrados em uma unidade geológica localizada próxima aos municípios de Nova Olinda, Santana do Cariri e Crato. O material fazia parte de uma coleção de fósseis repatriados da França em 2024.
A pesquisa reúne instituições brasileiras, entre elas a Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além do Museu de História Natural de Chemnitz, na Alemanha.
A descrição da nova espécie amplia o conhecimento sobre a diversidade de araucárias que existiam na região do Cariri durante o período Cretáceo. O nome benignae é uma forma latina que significa “de Benigna” ou “dedicada a Benigna”, em referência à jovem que nasceu e viveu em Santana do Cariri e foi assassinada aos 13 anos.
Segundo a Secretaria de Cultura, Turismo e Romarias de Santana do Cariri, o holótipo continua no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens. “Além de levar o nome de Benigna para o universo científico, o próprio exemplar que representa a nova espécie permanece fisicamente ligado ao território onde a jovem nasceu e viveu”, informou a secretaria.







