O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou em 19 de janeiro de 2025 de Fort Lauderdale, na Flórida, para Brasília em um jato executivo ligado a empresas que tinham participação do banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio estava acompanhado da família e do advogado Willer Tomaz, que também tinha participação na aeronave.
A aeronave era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR, e foi operada pela Prime You, empresa que tinha um terço das cotas do avião e da qual Vorcaro foi sócio entre 2021 e setembro de 2025. Os demais cotistas incluíam Tomaz e o empresário Laércio Cosentino. Segundo a piauí, o voo saiu dos Estados Unidos às 12h15 e chegou a Brasília às 20h01.
Willer Tomaz é investigado pela Polícia Federal em apurações relacionadas a fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em declaração à piauí, ele confirmou ter participação na empresa proprietária da aeronave e afirmou que a Prime You era responsável pela administração e pela agenda de uso do avião. Tomaz disse ainda que oferecia lugares disponíveis a amigos que viajavam para o mesmo destino, sem cobrança ou contrapartida.
O mesmo avião foi utilizado meses depois, em agosto de 2025, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pela mulher dele, a advogada Viviane Barci. Segundo informações citadas na reportagem, a aeronave também apareceu em documentos relacionados a negociações envolvendo empresas ligadas a Vorcaro e o escritório de advocacia da esposa do ministro.
Flávio confirmou a viagem em uma publicação nas redes sociais, ao compartilhar uma postagem sobre o caso. “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, escreveu o senador.







