As negociações para um possível acordo de colaboração premiada de Daniel Vorcaro permanecem sem avanço definido diante das disputas internas no Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do ex-banqueiro já teria apresentado duas propostas, que foram recusadas pelas autoridades responsáveis pela análise do caso.
A indefinição sobre a relatoria dos processos relacionados ao Banco Master contribui para a paralisação de novos encaminhamentos. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, determinou que os autos fossem remetidos ao seu gabinete, enquanto André Mendonça permanece formalmente ligado à relatoria do caso.
O cenário também envolve investigações sobre possíveis relações entre Vorcaro e integrantes do Supremo, além de divergências entre Mendonça, Alexandre de Moraes e a Polícia Federal. A divulgação de mensagens atribuídas ao empresário e a abertura de discussões sobre a eventual investigação de Moraes ampliaram o impasse institucional na Corte.
Outro ponto de incerteza envolve a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR), instituições que podem participar das tratativas de uma colaboração. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi citado em depoimento de Vorcaro, enquanto o procurador-geral Paulo Gonet também apareceu em mensagens e registros relacionados ao ex-banqueiro.
Em meio à disputa sobre a condução dos inquéritos, a defesa solicitou a Fachin a revogação da prisão preventiva de Vorcaro. Os advogados alegam excesso de prazo e afirmam que os fundamentos utilizados anteriormente para manter a detenção teriam perdido força. A PF, por sua vez, prevê novos depoimentos de Vorcaro e de seu pai, Henrique Vorcaro, no dia 30 de setembro, como parte da conclusão da sexta fase da investigação.







