O candidato ao Governo do Ceará Ciro Gomes (PSDB) afirmou, na terça-feira (22), em Fortaleza, que pretende encerrar o atual modelo de gestão do Instituto Mirante de Cultura e Arte nos equipamentos culturais estaduais caso seja eleito. Segundo ele, cerca de R$ 500 milhões destinados à organização seriam direcionados para áreas como saúde e segurança pública.
Atualmente, o Instituto Mirante administra oito equipamentos culturais do Estado. Ciro também afirmou que a Secretaria da Cultura do Ceará (Secult-CE) passaria a gerir diretamente os espaços, além de conduzir editais e outras políticas públicas do setor. O candidato criticou o modelo de organizações sociais na área cultural e declarou: “Isso é a privatização da Cultura”.
Durante a coletiva, Ciro também questionou contratos e a atuação do Instituto Mirante, que é dirigido por Tiago Santana, irmão do senador Camilo Santana (PT). Entre as críticas, o candidato citou a contratação do arquiteto português José Manuel Carvalho Araújo para projetos de equipamentos culturais do Ceará.
Após as declarações, o Instituto Mirante apresentou, na quarta-feira (23), um recurso ao Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) contra uma decisão de primeira instância que havia negado um pedido para impedir que Ciro repetisse acusações contra a entidade. O recurso foi apresentado na forma de agravo de instrumento.
Segundo informações divulgadas pelo Instituto em suas ações judiciais, as acusações feitas pelo candidato são falsas e não têm respaldo concreto. A disputa judicial ocorre durante o período eleitoral e envolve declarações de Ciro sobre a gestão dos equipamentos culturais e os recursos destinados ao Instituto Mirante.







