O Partido Liberal (PL) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ministro André Mendonça autorize a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação também inclui a realização de busca e apreensão e a apuração de um suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal ao presidente da República.
A petição foi apresentada pelo coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (RN), e é assinada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da campanha. O documento, que tramita sob sigilo, pede investigação sobre possíveis repasses de informações relacionadas ao inquérito que apura transações financeiras envolvendo Marco Aurélio e a empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Segundo a defesa apresentada anteriormente por Marco Aurélio, os R$ 249 mil recebidos de Roberta Luchsinger correspondem a um empréstimo já quitado e não há qualquer irregularidade na operação. O ex-chefe de gabinete deixou o cargo no Palácio do Planalto em julho deste ano, oficialmente para atuar na campanha à reeleição do presidente Lula.
Além da quebra dos sigilos, o PL solicita que o STF determine a entrega dos registros de entrada e saída do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada e do gabinete presidencial nos últimos 30 dias, bem como informações sobre encontros entre Lula e o diretor-geral da Polícia Federal entre janeiro e julho de 2026. O partido também requer a apreensão de celulares, computadores e documentos de Marco Aurélio para subsidiar as investigações.
Na petição, o PL sustenta que é necessário esclarecer a origem de um eventual vazamento de informações protegidas por sigilo, argumentando que, se confirmada, a conduta pode configurar crimes como violação de sigilo funcional e embaraço à investigação criminal. Procurada, a campanha do presidente Lula negou qualquer irregularidade, enquanto o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, não comentou o caso.







