A Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial neste domingo (16), após uma forte deterioração da situação financeira da companhia. O pedido foi apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e já havia sido aprovado pelo conselho de administração e pelo acionista controlador.
A medida ocorre após a empresa registrar prejuízo de R$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026, valor 18 vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A companhia também confirmou, em seu balanço financeiro, o fechamento de 298 lojas, depois de adiar por duas vezes a divulgação dos resultados.
Em documento encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Casas Bahia atribuiu a piora financeira a um cenário de juros elevados, restrição de crédito e aumento dos custos financeiros. A empresa também citou a pressão sobre o consumo e a necessidade de capital de giro, além da não concretização de alternativas de liquidez que estavam sendo negociadas.
O pedido de recuperação judicial inclui, além da Casas Bahia, outras nove empresas do grupo, entre elas a Cnova Comércio Eletrônico, a Casas Bahia Tecnologia, a Indústria de Móveis Bartira e empresas ligadas às áreas de logística e soluções para o varejo digital.
Com a recuperação judicial, a companhia busca reorganizar suas dívidas e preservar suas operações enquanto negocia uma solução com credores. A empresa também solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para ratificar a decisão, tomada em caráter de urgência.







