Um ataque cibernético provocou o desvio de R$ 2,7 milhões das contas da Prefeitura de Senador Pompeu, no interior do Ceará. Segundo a gestão municipal, os criminosos entraram em contato com servidores da tesouraria por telefone e e-mail, se passando por funcionários da Caixa Econômica Federal, e os induziram a realizar procedimentos sob a justificativa de uma suposta atualização no sistema financeiro.
O golpe ocorreu entre a noite de 21 de agosto e a madrugada do dia 22. Durante o contato, os criminosos orientaram os funcionários a realizar procedimentos no Gerenciador Financeiro da prefeitura. A ação teria permitido o acesso remoto ao computador utilizado pela tesouraria e, a partir disso, a realização de transações bancárias sem autorização do município.
A prefeitura afirmou que não houve entrega voluntária de senhas ou credenciais bancárias. Ainda segundo a gestão, os criminosos tentaram realizar um segundo desvio, de R$ 419 mil, em contas mantidas no Banco do Brasil, mas as transferências foram bloqueadas pelo próprio sistema da instituição.
Os valores desviados estavam em contas vinculadas a recursos de IPVA, ICMS, transporte escolar, estradas, Fundo Municipal da Criança e do Adolescente e convênios. Após identificar o golpe, a prefeitura comunicou os bancos, contestou as movimentações, registrou boletim de ocorrência e protocolou uma notícia-crime por meio da Procuradoria-Geral do Município. Equipamentos utilizados pelos servidores foram encaminhados para perícia e as senhas foram alteradas.
A Polícia Civil do Ceará investiga o caso como estelionato digital, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos. A Caixa informou que prestou atendimento à prefeitura e adotou as medidas necessárias para apurar as movimentações, ressaltando que transações não reconhecidas podem ser contestadas e são analisadas por equipes especializadas. A investigação continua para identificar os responsáveis pelo ataque e tentar recuperar os recursos.







