O estado do Ceará registrou R$ 13,6 bilhões em valor de incorporações, obras e serviços da construção em 2024. O resultado posiciona o estado como a segunda maior força do setor na Região Nordeste, superando o desempenho de Pernambuco, que alcançou R$ 12,3 bilhões no mesmo período. A Bahia lidera o ranking regional com R$ 25,9 bilhões. Estes dados integram a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) 2024, divulgada pelo IBGE hoje (10).
O segmento de Construção de edifícios predomina nas atividades das empresas cearenses do setor. O desempenho estadual impulsiona a participação do Nordeste, a qual responde por 17,9% do valor total gerado pelo país, abaixo apenas da região Sudeste com 49,4% da participação.
A indústria da construção brasileira movimentou R$ 522,5 bilhões em 2024. O setor emprega 2,5 milhões de pessoas em todo o Brasil. A Região Nordeste concentra 19,6% desse contingente total de trabalhadores.
Em 2024, havia 1,7 mil empresas (com cinco ou mais pessoas ocupadas) em atividade de construção no Ceará, empregando um contingente de 61.591 pessoas. Portanto, a construção cearense empregou, em média, 36 pessoas por empresa, acima da média nacional de 13 pessoas por empresa.
O montante pago em salários, retiradas e outras remunerações somou aproximadamente R$ 2,2 bilhões no período, por essas empresas do Ceará.
A remuneração média mensal do trabalhador na construção era de 1,9 salários mínimos, abaixo da média nacional (2,1 salários mínimos).
Os custos e despesas da indústria da construção no Ceará totalizaram R$ 5,1 bilhões.
O setor público exerceu um papel fundamental na demanda por serviços de construção no país, com fatia de 33,0% do valor total gerado no setor. Esse impacto é ainda maior no segmento de Obras de infraestrutura, atingindo 48,2%.
A pesquisa detalha a relevância dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas de maior porte. Os principais destaques nacionais em termos de participação no valor de obras são:
Construção de rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais (22,8%)
Obras residenciais (22,2%)
Serviços especializados para construção (19,2%)
Obras de infraestrutura para energia elétrica, telecomunicações, água, esgoto e transporte por dutos (12,8%)
Outras atividades apresentam menor peso na composição do valor gerado pela indústria da construção nacionalmente:
Edificações industriais, comerciais e outras edificações não residenciais (10,7%)
Construção de outras obras de infraestrutura (10,5%)
Incorporação de imóveis construídos por outras empresas (1,9%)
Empresas de Obras de infraestrutura pagaram os melhores salários, com média de 2,6 salários mínimos. E o setor de Serviços especializados para construção registra a menor média, com 1,8 salários mínimos.
Restrição importante: A pesquisa não inclui Microempreendedores Individuais (MEI), órgãos de administração pública, entidades sem fins lucrativos ou pessoas físicas.
Sobre a pesquisa:
A Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) tem como objetivo identificar as características estruturais básicas do segmento empresarial da construção no Brasil e acompanhar suas transformações no tempo. Gera dados sobre produção, custos, emprego e investimentos, que subsidiam as Contas Nacionais, análises setoriais e atualização do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE).









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