A tensão no Estreito de Ormuz voltou a crescer após o Irã afirmar que impediu a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos na região. Autoridades iranianas chegaram a mencionar disparos contra embarcações americanas, mas depois recuaram e classificaram a ação como “tiros de advertência”. O comando militar norte-americano negou que qualquer navio tenha sido atingido.
O episódio ocorre em meio a versões conflitantes. Enquanto agências ligadas ao governo iraniano falaram inicialmente em ataque com mísseis, a própria Marinha do país não confirmou impactos diretos. Já os EUA afirmam que suas embarcações não foram alvo e mantêm operações de escolta a navios comerciais na área.
Paralelamente, novos incidentes com navios comerciais reforçaram o clima de instabilidade. Em menos de 24 horas, duas embarcações foram atingidas por projéteis em pontos distintos da região, sem registro de vítimas. Os casos aumentam a preocupação com a segurança de uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo.
Mesmo após um cessar-fogo recente, o Irã mantém controle rigoroso sobre a passagem e ameaça reagir a qualquer presença militar estrangeira. Em resposta, o governo de Donald Trump anunciou uma operação para escoltar navios e garantir a travessia, elevando o risco de novos confrontos e impactos no mercado internacional de energia.










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