Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% em 2026, mas mantém índice dentro da meta

O mercado financeiro voltou a elevar a estimativa de inflação para este ano, que passou de 4,31% para 4,36%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil. Apesar da alta ser a quarta consecutiva, a projeção ainda permanece dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3% com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

O aumento nas expectativas ocorre em meio a incertezas no cenário internacional, especialmente por conta das tensões no Oriente Médio, que podem pressionar preços de energia e alimentos. Mesmo assim, o acumulado da inflação em 12 meses apresentou desaceleração recente, ficando em 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde 2024.

Para controlar a inflação, o principal instrumento é a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado iniciou um ciclo cauteloso de queda, com redução recente de 0,25 ponto percentual, mas pode rever esse ritmo diante do cenário externo mais instável.

As projeções do mercado indicam que a Selic deve encerrar 2026 em 12,5% ao ano, com tendência de queda gradual nos anos seguintes. Juros mais altos ajudam a conter a inflação ao reduzir o consumo, mas também podem frear o crescimento econômico, tornando o equilíbrio um desafio para a política monetária.

Em relação à atividade econômica, a expectativa é de crescimento de 1,85% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Já o dólar deve fechar o ano cotado a R$ 5,40, refletindo tanto fatores internos quanto o ambiente global, que segue marcado por incertezas.


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