O governo federal anunciou um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta no preço do querosene de aviação, principal custo das companhias aéreas. Entre as ações, está a isenção de PIS e Cofins sobre o combustível, que deve gerar uma economia de cerca de R$ 0,07 por litro, com impacto estimado de R$ 30 milhões por mês.
A decisão ocorre após reajustes recentes promovidos pela Petrobras, que elevaram o peso do combustível para cerca de 45% dos custos operacionais das empresas aéreas, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Antes, essa participação girava em torno de 30%.
Além da desoneração, o governo também autorizou o adiamento do pagamento de tarifas de navegação aérea, que poderão ser quitadas apenas em dezembro. A medida representa um alívio de aproximadamente R$ 2 bilhões para o setor.
Outro ponto do pacote é a criação de duas linhas de crédito que somam R$ 8,5 bilhões. Parte dos recursos virá do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) e será operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com foco na reestruturação financeira das companhias. A segunda linha será voltada ao capital de giro, com condições ainda a serem definidas.
As medidas buscam amenizar os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional, agravada por tensões no Oriente Médio. Desde o início do conflito, o preço do barril subiu significativamente, pressionando os custos do setor aéreo e aumentando o risco de encarecimento das passagens para os consumidores.









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