O relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL), propôs nesta sexta-feira (27) que o Senado acione a Justiça para decretar a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, segundo o parlamentar, se baseia em “indícios concretos” de possível tentativa de fuga para evitar eventual punição.
A recomendação consta no relatório final da comissão, que também sugere o indiciamento de mais de 200 pessoas por suspeitas de fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social. O documento ainda propõe a adoção de medidas cautelares contra outros investigados que não estejam presos, alegando gravidade das condutas e risco à ordem pública.
De acordo com as investigações, a suspeita envolvendo Lulinha surgiu a partir do depoimento de um ex-funcionário do empresário Antônio Camilo Antunes, que teria relatado o pagamento de uma suposta mesada para intermediação de negócios ligados à venda de medicamentos ao governo. A defesa nega qualquer irregularidade e afirma que não há relação do cliente com os fatos apurados.
Em nota, os advogados classificaram a atuação do relator como de “caráter eleitoral” e disseram que a proposta de indiciamento não possui fundamento. “Não há um único elemento nos autos que justifique ou fundamente a referida sugestão. Se não fosse trágico, seria cômico”, afirma a defesa.
O relatório ainda precisa ser votado pela comissão para se tornar o parecer final. Parlamentares da base governista articulam a apresentação de um texto alternativo, enquanto o colegiado enfrenta prazo apertado para concluir os trabalhos após decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou o encerramento da CPMI nos próximos dias.









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