A prévia da inflação oficial do país ficou em 0,44% em março, desacelerando em relação aos 0,84% registrados em fevereiro, mas ainda pressionada principalmente pelos preços dos alimentos. Em 12 meses, o índice acumula alta de 3,9%, dentro da meta estabelecida pelo governo.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que o grupo de alimentação e bebidas teve a maior influência no resultado, com alta de 0,88% no mês. Produtos como açaí, feijão-carioca, leite longa vida, ovos e carnes foram os principais responsáveis pela elevação dos preços.
Entre os demais grupos, também houve alta generalizada, com destaque para despesas pessoais (0,82%) e vestuário (0,47%). Já os combustíveis apresentaram leve queda média, ajudando a conter uma inflação maior, apesar da alta do óleo diesel no período.
O indicador também refletiu pressões externas, como os impactos da guerra envolvendo o Irã, que afeta a cadeia global de petróleo. No Brasil, medidas como ajustes no preço do diesel e mudanças tributárias foram adotadas para reduzir os efeitos sobre consumidores e setores como transporte.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) segue a mesma metodologia do índice oficial (IPCA), servindo como prévia da inflação. O resultado cheio de março será divulgado em abril e é usado como referência para a política de metas do governo.









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