A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal parecer favorável à concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação, assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, leva em conta o estado de saúde do ex-mandatário e será analisada pelo ministro Alexandre de Moraes.
No documento, a PGR sustenta que há necessidade de monitoramento integral da saúde de Bolsonaro, diante do risco de alterações súbitas e graves em seu quadro clínico. A avaliação é de que a prisão domiciliar permitiria os cuidados necessários de forma mais adequada.
Bolsonaro, de 71 anos, cumpre pena na Papudinha, em Brasília, após ser condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado. Em março, ele passou mal na cela e precisou ser levado ao hospital.
Desde então, o ex-presidente segue internado no hospital DF Star, onde foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, após apresentar sintomas como sudorese, calafrios e baixa oxigenação. A defesa reforçou o pedido de domiciliar alegando risco de morte por mal súbito.
Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se acolhe ou não o parecer da PGR. A análise deve considerar tanto os aspectos humanitários quanto as condições de execução da pena do ex-presidente.










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