Relatórios financeiros enviados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras indicam que um fundo administrado pela Reag Investimentos recebeu cerca de R$ 1 bilhão de empresas suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações foram encaminhadas à CPI do Crime Organizado no Senado.
Os valores foram direcionados ao fundo FIDC Gold Style entre 2023 e 2025. Parte significativa dos recursos teria vindo de empresas investigadas pela Polícia Federal, incluindo a distribuidora Aster Petróleo, apontada como peça-chave em um esquema de fraudes no setor de combustíveis.
Outras movimentações relevantes envolvem repasses feitos por instituições financeiras sob suspeita, como a BK Bank e a Inovanti Instituição de Pagamento, que também aparecem em investigações relacionadas à ocultação de recursos ilícitos.
Os registros mostram ainda que o fundo transferiu cerca de R$ 180 milhões para a empresa Super Empreendimentos, que teve como diretor Fabiano Zettel, ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. A operação levantou suspeitas sobre possíveis conexões entre o sistema financeiro e esquemas ilegais.
A Reag é alvo de investigações em diferentes frentes, incluindo operações que apuram fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. Autoridades suspeitam que a estrutura de fundos tenha sido utilizada para movimentar recursos de origem ilícita e dificultar a identificação dos verdadeiros beneficiários.









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