O caso que marcou o país pela violência contra uma criança voltou ao centro das atenções nos dias 23 de março de 2026.
Cinco anos após a morte de Henry Borel, o julgamento dos acusados teve início no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, mas foi interrompido ainda no primeiro dia. A suspensão ocorreu após a defesa de Dr. Jairinho abandonar o plenário, alegando falta de acesso completo às provas. A atitude levou ao adiamento do júri para o mês de maio.
A interrupção provocou um efeito imediato. A Justiça determinou a soltura de Monique Medeiros, que respondia ao processo por omissão. A decisão não representa absolvição, mas se baseia no entendimento de excesso de prazo da prisão preventiva, uma medida prevista na legislação quando o tempo de detenção sem julgamento ultrapassa limites considerados razoáveis.
A saída de Monique Medeiros gerou forte repercussão e indignação pública. Para o Ministério Público, a estratégia que resultou no adiamento compromete o andamento do processo e levanta suspeitas sobre o uso de manobras para postergar o julgamento.
Enquanto isso, Jairinho segue preso, acusado de ser o responsável direto pelas agressões que levaram à morte do menino em 2021, após um histórico de violência dentro do ambiente familiar.
O caso expõe, mais uma vez, a fragilidade do sistema judicial diante de crimes de grande repercussão. A demora de cinco anos para o início do julgamento já evidenciava a lentidão do processo. Agora, com o adiamento e a soltura de uma das rés, cresce a percepção de que a resposta da Justiça ainda está distante.
Lorhane Santos/ Agência News Cariri









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