O Conselho Nacional de Justiça determinou o afastamento do desembargador Magid Nauef Láuar, integrante do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A medida foi adotada após o magistrado se tornar alvo de investigação e de uma operação conduzida pela Polícia Federal.
O caso ganhou repercussão após o desembargador votar pela absolvição de um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos, além da mãe da vítima, apontada como conivente. A decisão gerou questionamentos e levou à abertura de procedimentos para apurar a conduta do magistrado.
Segundo o CNJ, denúncias indicam que o desembargador também pode ter cometido crimes sexuais durante o período em que atuou como juiz em comarcas de Ouro Preto e Betim. Até o momento, cinco supostas vítimas já foram ouvidas pela Corregedoria Nacional de Justiça, que identificou indícios recentes ainda passíveis de investigação.
Diante da gravidade das acusações, o conselho decidiu afastar o magistrado do cargo como forma de garantir a continuidade das apurações sem interferências. O processo seguirá sob análise das autoridades competentes.
Antes do afastamento, o próprio desembargador havia revertido sua decisão anterior e restabelecido a condenação do acusado e da mãe da vítima, além de determinar a prisão dos envolvidos. O tribunal informou que o magistrado não irá se manifestar publicamente sobre o caso.









Deixe um comentário