O Ceará encerrou 2025 com taxa de desemprego de 6,5%, a menor já registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar do recorde estadual, o índice cearense ficou acima da média nacional, que foi de 5,6% em 2025 — também a menor já registrada para o Brasil. No ranking nacional, o Ceará aparece entre os estados nordestinos com taxa intermediária, abaixo de unidades como Bahia, Pernambuco e Piauí, que apresentaram os maiores índices do país.
A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e classifica como desocupada apenas quem procurou trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. O levantamento é feito em cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
Outro dado que chama atenção no estado é a informalidade. O Ceará fechou o ano com 51% dos trabalhadores atuando de forma informal, percentual bem acima da média brasileira, que foi de 38,1%. Nessa condição, o trabalhador não tem garantias como 13º salário, férias remuneradas e cobertura previdenciária.
Já o rendimento médio mensal no Ceará ficou em R$ 2.394, abaixo da média nacional de R$ 3.560. Segundo análise do IBGE, o desempenho histórico do mercado de trabalho em 2025 está associado ao maior dinamismo da economia e ao aumento do rendimento real dos trabalhadores.









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