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O que se sabe sobre os medicamentos para tratar Covid que são monitorados pelo governo brasileiro

Foto: Reprodução/Terra

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A agência reguladora do Reino Unido se tornou a primeira do mundo a conceder, em 4 de novembro, autorização condicional a um comprimido para tratar a Covid-19. O aprovado pelos britânicos foi o desenvolvido pela farmacêutica Merck, mas outros medicamentos são testados no momento.

Entre os que já publicaram resultados preliminares de eficácia e segurança, estão:

  • Molnupiravir: pílula antiviral produzida pela Merck, que no Brasil é conhecida como MSD. Deve ser administrado até 5 dias após o início dos sintomas da Covid;
  • Paxlovid: comprimido antiviral produzido pela Pfizer. Deve ser usado junto com uma dose baixa de um outro antiviral, o ritonavir;
  • AZD7442: coquetel de anticorpos injetável produzido pela AstraZeneca. Deve ser usado como forma de prevenção em pessoas que não produziram resposta imune suficiente com a vacinação e como tratamento.

 

Apesar de prometerem um tratamento eficaz para casos leves a moderados – não devem ser usados em casos graves -, esses remédios não substituem a vacinação contra a Covid-19 e não funcionam em casos graves da infecção.

Segundo o jornal “Folha de S. Paulo”, o Ministério da Saúde já estaria em contato com a Pfizer e a AstraZeneca para a compra do coquetel e do comprimido. O g1 procurou a pasta, que afirmou por telefone que “acompanha todos os estudos desses medicamentos contra a Covid-19”, mas que não pode adquiri-los antes de aprovação para uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na sexta-feira (19), a Anvisa e a MSD (Merck) fizeram uma reunião de pré-submissão do pedido de uso emergencial para o medicamento molnupiravir. O laboratório indicou que o pedido de uso no Brasil será apresentado em breve, mas ainda não há uma data exata

Molnupiravir

A pílula antiviral produzida pela Merck é o primeiro medicamento para tratar Covid que pode ser tomado em vez de injetado ou administrado por via intravenosa.
Segundo dados preliminares publicados em outubro, o molnupiravir reduziu pela metade a taxa de hospitalização e morte em pacientes que tomaram o medicamento em relação aos pacientes que receberam apenas um placebo.

Vacinados e não vacinados podem tomar o remédio, mas ele deve ser administrado dentro de cinco dias após o desenvolvimento dos sintomas da Covid-19 e somente em casos leves a moderados. O molnupiravir não funciona em pacientes graves.

Ainda segundo a Merck, o molnupiravir demonstrou eficácia consistente contra as variantes Gama, Delta e Mu do coronavírus.

Desenvolvido originalmente para tratar a gripe, o comprimido age interferindo com uma enzima que o coronavírus usa para copiar seu código genético e se reproduzir.

O medicamento já foi testado em mais de 170 países, entre eles, o Brasil e os Estados Unidos. Ele está sendo avaliado pelas agências regulatórias dos Estados Unidos e da União Europeia. O Reino Unido concedeu a autorização condicional de uso para o comprimido.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o laboratório MSD fizeram nesta sexta-feira (19) uma reunião de pré-submissão do pedido de uso emergencial para o medicamento molnupiravir.

Paxlovid

O medicamento produzido pela Pfizer também é um antiviral administrado via oral, mas, diferente do molnupivarir, o paxlovid deve ser usado junto com o antiviral ritonavir.

Testes de fase 3 mostraram que o tratamento com o comprimido associado ao ritonavir em pacientes diagnosticados com Covid-19 em um período de cinco dias com sintomas leves a moderado reduziu o risco de hospitalização ou morte pela Covid-19 em 89%. O comprimido foi dado aos pacientes a cada 12 horas por 5 dias.

Todas as pessoas que receberam o Paxlovid não haviam se vacinado ainda contra a Covid-19, mas, segundo declarou o diretor da Pfizer, Albert Boula, o sucesso inicial do tratamento não substitui a vacinação.

“O fato de termos um tratamento não é de jeito nenhum razão para não tomarmos a vacina. Na verdade, devemos tomar a vacina”, disse Bourla em entrevista à CNBC.
“Infelizmente, alguns contrairão a doença [mesmo vacinados]”, explicou o diretor. O comprimido é justamente para esses casos. Além disso, ele não funciona contra os casos graves da Covid.

O Brasil faz parte da lista dos países que testam o remédio da Pfizer. Os testes por aqui começaram na semana passada.

O paxlovid faz parte de uma classe de medicamentos chamada de inibidores de protease, que revolucionaram o tratamento do HIV e da hepatite C. O medicamento é eficaz porque tem a capacidade de bloquear uma enzima que o coronavírus precisa para se replicar.

A Pfizer informou no começo do mês que pretende enviar os dados dos testes com paxlovid à agência regulatória americana, a FDA, “o mais rápido possível”.

AZD7442

Chamado de AZD7442, o medicamento produzido pela AstraZeneca, na verdade, é um coquetel injetável de anticorpos monoclonais que dever ser usado em pessoas que, por algum motivo, não produziram resposta imune suficiente com a vacinação. Ou seja, também é uma droga de prevenção.

Na quinta-feira (18), a farmacêutica informou que o AZD7442 manteve a proteção contra a Covid-19 mesmo após 6 meses da aplicação – reduzindo em 83% o risco de desenvolver Covid sintomática. Ele também evitou casos graves e mortes pela doença.

Em um outro ensaio, separado, a AstraZeneca também constatou que os anticorpos reduziram em 88% o risco de desenvolver Covid grave ou morrer em pacientes que tinham sintomas da doença por no máximo 3 dias. O Brasil foi um dos locais desses testes.

Segundo a AstraZeneca, o coquetel é a única combinação de anticorpos de ação prolongada que tem eficácia demonstrada para prevenir e, ao mesmo tempo, tratar a Covid-19.

No começo do mês, a empresa solicitou aprovação de uso emergencial do FDA, órgão regulador dos Estados Unidos, como uma droga de prevenção.

Fonte: G1

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