Decisão sobre renovação de decreto de isolamento rígido no Ceará será anunciada no domingo (4)

 

A decisão sobre a renovação ou não do decreto de isolamento social rígido no Ceará será tomada no domingo de Páscoa (4), conforme anunciou nesta quinta-feira (1º) o governador Camilo Santana, por meio de transmissão nas redes sociais. A data também é o último dia do atual decreto que restringe a circulação de pessoas e o funcionamento de atividades não essenciais.

Prefeitura de Juazeiro do Norte esclarece demissões de gestantes

Com relação às informações que circulam nas redes sociais e veículos de comunicação sobre o desligamento de contratadas temporárias em situação gestacional, a Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria de Educação, esclarece que os referidos contratos são aqueles que tiveram seu prazo de vigência encerrados no dia 31/12/2020.

Porém, foi encontrada, pela atual administração, esta particularidade em relação às gestantes, haja vista que em contrato de CLT, este grupo possui estabilidade, previsto na Constituição Federal. Por compreensão dessa condição, os contratos foram mantidos pela gestão.

Entretanto, em reunião realizada junto ao Ministério Público Estadual, onde foram pautados assuntos relacionados à Secretaria de Educação, a Prefeitura foi advertida e orientada pelos promotores de justiça que não seria possível continuar com estes contratos temporários, mesmo em situação gestacional. Ficou estabelecido adotar o entendimento da justiça, onde determina a inaplicabilidade da estabilidade às gestantes em regime de contrato temporário.

A determinação se ampara na decisão do Pleno do Tribunal Superior do Trabalho (TST), de novembro de 2019, ao julgar Incidente de Assunção de Competência (IAC-5639-31.2013.5.12.0051), fixou o entendimento de que a estabilidade provisória das gestantes não se aplica ao regime de trabalho temporário, mesmo caracterizando-se como contrato por tempo determinado.

Deste modo, é “inaplicável ao regime de trabalho temporário, disciplinado pela Lei 6.019/1974, a garantia de estabilidade provisória à empregada gestante, prevista no art. 10, II, b, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias”. Dito isto, a Secretaria de Educação, sob essas orientações da justiça acima mencionadas e respaldadas por determinações legais, não pode tomar decisões sobre recursos públicos que vão contra o entendimento da justiça.

Ressaltamos ainda que nenhuma decisão é tomada de forma arbitrária ou sem respaldo legal. Na manhã desta quarta-feira, 31, a assessoria jurídica da SEDUC esteve reunida com as pessoas envolvidas neste processo, buscando dialogar e prestar os devidos esclarecimentos.

Homem invade posto de saúde e furta vacina contra Covid-19 em Milagres-CE

 

A Polícia Militar prendeu em flagrante um homem suspeito de invadir um posto de saúde e furtar doses de vacina contra a Covid-19. A prisão ocorreu na tarde desta quinta-feira (1º) na cidade de Milagres, no interior do Ceará. O criminoso arrombou o portão do posto, na Rua Sandoval Lins, para cometer o crime.

De acordo com o major Lucivando Rodrigues, da Polícia Militar, o crime aconteceu na madrugada desta quinta-feira (1º). Logo em seguida, os agentes investigaram e chegaram a identificação do suspeito do crime.

Buscas foram realizadas e Ítalo Alberto Pereira Vasques Fernandes foi preso em flagrante.

Apreensão

 

Com ele, a Polícia Militar apreendeu uma ampola da vacina CoronaVac, produzida em parceria entre o Instituto Butantan, no Brasil, e o laboratório chinês Sinovac; dois computadores, um termômetro digital, um sonar doppler fetal (equipamento para verificar os batimentos cardíacos em bebês), um aparelho para verificar pressão arterial e materiais hospitalares.

Após a prisão, o suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Brejo Santo, onde foi autuado em flagrante pelos crimes. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Fonte: G1/CEARÁ 

Crato lança cadastro para agendamento de vacinação; saiba quem pode se cadastrar

A Secretaria de Saúde do Crato disponibilizou, através de plataforma denominada, Saúde Digital, a possibilidade de agendamento de vacinação contra a Covid-19 para idosos entre 70 e 74 anos.

Além de realizar o cadastro no já fez seu cadastro no Saúde Digital, entre novamente no site https://vacinacaocovid.saude.ce.gov.br/, o usuário deve agendar a sua vacina, escolhendo dia, hora e local de vacinação

Luto: morre Irmã Rosamaria, diretora do Hospital São Vicente

POR AGÊNCIA NEWS CARIRI

A diretora executiva do Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo, Irmã Rosamaria de Lira, morreu nesta quinta-feira (01) por complicações causadas pela covid-19.

A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa do Hospital no começo da tarde. A previsão é que o corpo seja sepultado ainda tarde de hoje, seguindo às restrições recomendações das autoridades de saúde para prevenção co contágio.

Arena Castelão é palco da primeira transmissão mundial de futebol pela plataforma TikTok

A maior praça esportiva do Estado do Ceará, a Arena Castelão, foi palco, nessa quarta-feira (31), da primeira transmissão mundial de futebol pela plataforma TikTok.

O jogo entre Ceará e CSA-AL, pela Copa do Nordeste, teve um marco mundial. “Essa inovação levou a competição para uma transmissão mundial apresentando a força do nosso Nordeste”, afirmou o secretário do Esporte e Juventude, Rogério Pinheiro.

Além da novidade mundial, o TikTok passa a ser o patrocinador oficial da Copa do Nordeste e promete inovar também em ativações de patrocínio nas arenas e nas transmissões do Nordeste FC, plataforma de streaming da competição que transmite todos os jogos para seus assinantes.

Os times da Copa do Nordeste, Bahia, CRB, Ceará, Confiança, Sampaio Corrêa, Santa Cruz, CSA, ABC, Fortaleza, Vitória, Botafogo PB e Sport já possuem conta oficial no TikTok.

Com baixo estoque, HGWA reforça importância da doação voluntária de leite materno

Para garantir a sobrevivência de bebês internados no HGWA durante a pandemia, é preciso fortalecer o banco de leite humano da unidade

O Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), vinculado à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), sofreu algumas modificações nos serviços oferecidos à população durante a pandemia. Os atendimentos ambulatoriais e pediátricos, por exemplo, diminuíram para priorizar pacientes com Covid-19. Uma sala muito especial, porém, continuou com as atividades para atender pequenos pacientes: a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Atualmente, o setor está com a capacidade máxima, com 24 bebês — em sua maioria prematuros que precisam de cuidados intensivos. E, para sobreviverem, uma das medidas importantes neste cenário é fortalecer o banco de leite humano.

A chegada do líquido no HGWA, normalmente, ocorre por meio do posto de coleta. Assim que recebido, o alimento é enviado para o banco de leite do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), onde passa pelo processo de pasteurização, e depois retorna ao Hospital Waldemar Alcântara para ser fornecido aos recém-nascidos internados.

Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do HGWA tem capacidade para 24 bebês

Em 2020, a captação de leite coletado pelas mães dos pequenos foi de 160,5 litros/ano. Já as doações voluntárias foram cerca de 45,5 L/ano. Destas, existem apenas três doadoras fixas. A quantidade é muito baixa, considerando que é necessário, pelo menos, dois litros de leite humano por dia para todos os bebês internados – esse volume foi arrecadado durante o último mês de fevereiro inteiro, sendo o leite pasteurizado ou cru.

“Somos postos de coleta, conveniados ao banco do César Cals. A gente está com baixa captação do leite materno. Temos apenas três doadoras que são as fixas do setor. Elas tiram leite para os nossos bebês. As mães do Interior também trazem quando tiram no seu domicílio, mas doadoras fixas que tiram para seus bebês e para os outros, temos poucas”, explica a técnica de enfermagem Maria de Lourdes, que há oito anos trabalha no setor do HGWA.

A realidade das doações, devido à pandemia, também mudou a rotina do posto de coleta: houve redução de cerca de 40% de leite humano armazenado. A coordenadora do Centro Especializado em Terapia Intensiva Pediátrica (Cetip) do HGWA, Yohanna Monteiro, explica como o recebimento das doações foi afetado. “As mães que estão com os bebês internados na unidade neonatal não podem mais ficar o dia todo, isso aumentava e garantia nosso maior estoque. Hoje, elas não podem ficar. Antes tinha um momento que possibilitava que as mães do Interior e de Fortaleza também ficassem o dia todo. Com a falta do leite materno, precisamos completar a alimentação com fórmulas”, pontua.

Após licença maternidade, a enfermeira Monike Ximenes iniciou as doações de leite na unidade em que atua

A enfermeira do HGWA Monike Ximenes é uma das doadoras fixas do hospital. Ela estava de licença maternidade e, ao retornar ao trabalho, iniciou as doações de imediato. A profissional de saúde tenta passar pela sala de ordenha diariamente. “Eu sempre quis doar. Durante os primeiros meses de amamentação, pensei que o hospital não estivesse aceitando doações por conta da Covid, inclusive cheguei a desprezar uma certa quantidade de leite. Porém, ao retornar, fui informada que as doações não se encerraram, o que me deixou muito feliz”, diz Monike. Ela afirma que, enquanto estiver com uma boa quantidade de leite, irá continuar doando aos pequenos pacientes.

Doação voluntária

Uma das formas de contribuir com o desenvolvimento dos bebês é realizando o cadastro para doação voluntária. A nutricionista e responsável pela assistência da UTI Neonatal, Fernanda Fernandes, conta que o processo é bem simples, porém a adesão ainda é pouca. “Nossa demanda externa é a mãe que está em casa. Para doar, ela liga para o hospital, faz o cadastro, manda a cópia do cartão do SUS, os exames dos últimos 3 meses, pegamos o endereço e o carro vai entregar o kit na casa dela”, explica.

“O bebê que não se alimenta com leite materno tem maior risco de alergia e outras complicações. Por esse motivo, dependemos das doações. Hoje, com a pandemia, a doação de leite diminui muito”, lamenta a nutricionista.

Serviço

Mais informações do posto de coleta do HGWA: (85) 3216-8325 e 3216-8345

Uma doença nova altamente contagiosa na era das redes sociais e da informação rápida e muitas vezes imprecisa. O resultado é desinformação, mentira, fake news ou algum outro sinônimo ao gosto do freguês.

Dos remédios milagrosos –que não funcionam– aos absurdos de que máscara e vacinas fazem mal, abaixo estão algumas das mentiras mais ouvidas na pandemia e como combatê-las.
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“A Covid-19 pode ser curada ou prevenida com remédios”

Não há nenhum remédio que cure ou consiga prevenir a Covid, segundo as principais entidades de saúde do mundo, entre elas a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Há, no momento, somente drogas que conseguem ter impacto sobre o curso da doença. A grande pesquisa Recovery demonstrou que o corticoesteroide dexametasona reduz a mortalidade em pacientes com Covid grave.

O anticorpo monoclonal tocilizumabe foi outra droga a apresentar resultados positivos. No estudo Recovery, a droga mostrou efeito em pacientes hospitalizados com hipóxia (baixa oxigenação no sangue) e quadro de inflamação, diminuindo o tempo de internação, necessidade de ventilação invasiva e mortalidade. Mas, ao contrário da dexametasona, o tocilizumabe é caro e possui menor disponibilidade.

As duas drogas têm ação e objetivo semelhantes: reduzir a inflamação dos pacientes graves, que costumam ter quadros de tempestade inflamatória, na qual o corpo ataca a si mesmo.

Outros medicamentos ainda estão em estudo.

“O certo é começar a usar os remédios logo no início dos sintomas, depois não funcionam”

Nenhum medicamento usado no início dos sintomas da Covid se mostrou eficaz contra a Covid. Hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina, nitazoxanida, vitamina D, zinco e por aí vai. Todas as drogas tidas como parte do “tratamento precoce” –que não existe– não são eficazes contra a Covid.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o próprio Ministério da Saúde, apesar das evidências contrárias, incentivaram e indicaram o uso dessas drogas contra a Covid.

Algumas delas, de início, em testes in vitro, mostravam-se interessantes para análise em pesquisas em humanos. Tais estudos foram realizados e não encontraram efeitos benéficos. Dessa forma, esses medicamentos não fazem parte das orientações de tratamento das principais entidades de saúde nacionais e internacionais.

Um caso curioso é o da ivermectina. Até mesmo a indústria farmacêutica que desenvolveu a droga, a Merck (MSD, no Brasil) veio a público afirmar que estudos mostram não haver benefício no uso do vermífugo contra a Covid.

 

Nesta quarta (31), a OMS afirmou que a droga não deve ser usada fora de testes clínicos e que se deve combater a prescrição indiscriminada do remédio sem eficácia, o que pode trazer mais malefício do que benefício.

Vale destacar que a verificação de efeito de uma droga se dá por estudos duplo-cegos, randomizados e com grupo controle. Assim, é possível minimizar vieses que possam interferir no resultado da pesquisa.

“Os remédios do ‘kit Covid’ são usados há anos para outras doenças, mal não vão fazer”

De fato, os remédios do “kit Covid” são usados há bastante tempo para outras doenças. Isso, porém, não quer dizer que possam ser usados sem riscos contra a Covid.

Um exemplo simples é o caso da aspirina e da dengue. A droga, amplamente conhecida, não é indicada para a doença transmitida pelo Aedes aegypti pelo maior risco de sangramentos.

Já há documentação de hepatites medicamentosas derivadas do uso do “kit Covid” –o que levou um paciente do interior de São Paulo à lista de transplante de fígado. Também há relatos de mortes, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.

Essas drogas estão sendo prescritas –mesmo sem evidência científica de suporte– em doses e frequências normalmente não estudadas.

“É só uma gripezinha”

Embora a maior parte dos casos de Covid-19 se pareça com uma gripe comum, uma pequena parte dos doentes tem um processo inflamatório grave, espalhado pelo corpo. Hoje, os médicos consideram a Covid-19 uma doença complexa, que exige tratamentos para diversas partes do corpo ao mesmo tempo a fim de evitar a morte nos pacientes em estado mais grave.

O vírus se conecta a um receptor específico, o ECA2, que está presente em células do sistema respiratório, intestino, rins e vasos sanguíneos. Nessas áreas, o efeito do invasor para destruir as células é direto e localizado.

A presença do vírus desencadeia a tempestade de citocinas, proteínas que regulam a resposta imunológica, e que surgem para ajudar o corpo a se defender do invasor. Mas em alguns casos essa resposta pode ficar descontrolada e atrair mais células inflamatórias para a região, o que prejudica ainda mais os órgãos afetados pelo vírus.”Pessoas jovens não sofrem os mesmos efeitos deletérios da Covid-19 que os mais velhos”.

Apesar de pessoas mais velhas terem um risco maior de morrer, os mais jovens também correm risco de morte.

Recentemente, tem sido observado um aumento substancial de jovens internados em UTI. Há também a questão de possíveis sequelas da Covid, tema ainda não totalmente compreendido e estudado.”

Todo mundo tem que pegar a doença para chegar na imunidade de rebanho”

A imunidade de rebanho, ou seja, uma fatia grande o suficiente da população imunizada a ponto do vírus ter dificuldade para circular, deve ocorrer somente com vacinação em massa. As experiências no mundo de deixar que a população se infecte para atingir a imunidade coletiva se mostraram fracassadas, como no caso da Suécia.

No Brasil, em regiões onde o Sars-CoV-2 teve grande circulação, como em Manaus, também não se viu a propagandeada imunidade de rebanho ao mesmo tempo em que houve níveis de mortes altíssimos, colapso do sistema de saúde, e falta de oxigênio e drogas para intubação.

A ideia se mostra , portanto, inviável pelo tamanho da perda humanitária que acarretaria.

“O número de mortes divulgado pela imprensa é exagerado”

Os números da Covid divulgados por iniciativas como a do consórcio de veículos de imprensa são provenientes das secretarias estaduais de Saúde. Ao invés de exagerados, os dados são subestimados, considerando que no início da pandemia, em especial, houve considerável subnotificação das mortes provocadas pela doença.

Algumas reportagens também mostram dados de mortes do Registro Civil, que, mesmo com algum grau de atraso, reforçam a gravidade e os números elevadíssimos de óbitos por Covid.

“A vacina pode causar a Covid-19”

Sintomas muito leves que podem aparecer após a aplicação de uma vacina não indicam que a pessoa foi infectada com o vírus nem são sinais de que o imunizante não é seguro. Essas reações mostram que o sistema imunológico está em estado de alerta e trabalhando para construir as defesas contra o patógeno e, assim, evitar o surgimento ou o agravamento da doença.

“A vacina pode te transformar em jacaré ou inserir um chip de 5G no seu corpo”.

Em dezembro, o presidente Jair Bolsonaro disse que a Pfizer, uma das fabricantes mundiais da vacina, não se responsabiliza por efeitos colaterais e que “se tomar e virar jacaré é problema seu”. “Se virar um super-homem, se nascer barba em mulher ou homem falar fino, ela [Pfizer] não tem nada com isso”, afirmou.

 

É impossível que qualquer medicamento ou vacina transforme uma espécie animal em outra. Também não é verdade que a vacina pode dar superpoderes, fazer crescer barba ou alterar o tom da voz de uma pessoa.

 

A frase “virar jacaré” virou meme e até foi criado um site chamado jacaré-tracker para monitorar quantas pessoas já viraram jacaré após tomar a vacina. O acumulado até agora é zero.

 

Uma outra teoria conspiratória surgiu alegando que as vacinas contra Covid-19 produzidas na China iriam implantar um chip 5G no corpo das pessoas. Dentre os componentes das vacinas estão água, sais, estabilizantes, adjuvantes, como o hidróxido de alumínio, que ajuda a aumentar a resposta imunológica, açúcar e até derivados de ovo, mas não há microchips. Ou seja, sem upgrade gratuito na conexão do celular.

 

“A vacina altera nosso DNA”

 

As vacinas de RNA, inéditas no mundo, foram aceleradas devido à emergência sanitária. Por utilizarem o material genético do vírus para induzir resposta imune no organismo, as vacinas que usam essa tecnologia, como é o caso da Pfizer/BioNTech e da Moderna, conseguiram sair na frente da corrida por um imunizante contra o coronavírus.

Mas não tardou até que surgissem desinformações sobre a sua forma de ação e até mesmo vídeos em que supostos médicos ou especialistas alegam que as vacinas são capazes de modificar o material genético dos humanos.

Na verdade, pelo próprio mecanismo de ação, é impossível que as vacinas de RNA alterem nosso DNA celular pois elas nem sequer têm contato com o núcleo das células, onde está a nossa informação genética.

O RNA das vacinas vem empacotado em uma vesícula de lipídeos (gordura) capaz de entrar na membrana celular. Dentro das células, o RNA mensageiro carrega uma mensagem, no caso o código para a produção da proteína S do Spike, e ao ser lido (“traduzido”), várias cópias dessas proteínas virais são produzidas. Essas proteínas virais são reconhecidas como corpos estranhos (antígenos) e induzem à resposta imune.

A partir daí, a resposta imune é igual à que seria gerada caso fossem utilizadas vacinas mais tradicionais, como aquelas que usam fragmentos do vírus ou o vírus morto.

“A vacina pode causar danos neurológicos ou coágulos”

Durante os testes das vacinas, foram reportados dois eventos adversos graves nos testes da vacina da Oxford/AstraZeneca, um deles um caso de mielite transversa, uma doença neurológica grave. Após análise dos especialistas, não houve comprovação de associação do evento com a vacina.

Em março de 2021, foram reportados casos de coágulos em pessoas vacinadas com a vacina da Oxford em diversos países europeus.

O número de casos, no entanto, era muito pequeno e, após uma análise da agência regulatória europeia, concluiu-se que o imunizante não está associado a um aumento do risco geral de coágulos nas pessoas vacinadas, tampouco foi possível comprovar que a vacina tenha provocado os casos.

No Brasil, a ocorrência de efeitos adversos graves nos vacinados corresponde a 0,007%, segundo dados do Ministério da Saúde, considerando ainda as duas vacinas aplicadas, a Coronavac e a da Oxford/AstraZeneca. Ambas têm se mostrado seguras e os efeitos mais comuns reportados são dores de cabeça, dores no corpo e fadiga.

“As vacinas foram desenvolvidas rápido demais e não são seguras”

A gravidade da pandemia do novo coronavírus fez com que empresas e centros de pesquisa tivessem à disposição muito mais recursos para desenvolver imunizantes.

Além disso, aumentou a colaboração mundial entre cientistas em busca de vacinas. O fato de milhares deles estarem pesquisando o mesmo assunto aumentou a chance de que alguns estudos dessem certo.

Por fim, agências reguladoras e governos agilizaram autorizações para os testes clínicos e foi mais fácil achar dezenas de milhares de voluntários para as pesquisas, ainda mais ao se levar em conta os elevados números de infectados no mundo.

Esse esforço fez com que as vacinas pudessem ser criadas muito mais rápido que foram para outras doenças. Apesar disso, os imunizantes seguiram todas as etapas de testes clínicos, de segurança e de registro por autoridades sanitárias, no caso daquelas que já foram autorizadas.

“Máscara faz mal à saúde”

As máscaras podem ser desconfortáveis –especialmente no calor–, mas não há estudos que indiquem que elas fazem algum mal à saúde, desde que feitas e usadas de acordo com as recomendações das autoridades sanitárias.

As máscaras devem ser feitas com materiais que filtram as partículas maiores, mas ainda permitam a passagem do ar para não haver risco de sufocamento. Elas devem ser usadas bem ajustadas, sem espaços entre a máscara e o rosto.

“Máscara de pano não funciona contra o coronavírus”

Pesquisas têm mostrado a eficácia de máscaras de pano para minimizar o risco da transmissão de vírus respiratórios, incluindo o Sars-CoV-2. Segundo testes feitos em laboratório, máscaras de tecido feitas com três camadas podem filtrar a mesma quantidade de gotículas que uma máscara cirúrgica.

Para funcionar, a máscara precisa estar seca e bem ajustada ao rosto. Especialistas recomendam respiradores do tipo PFF2 (N95) para situações de maior risco.

“O lockdown não funciona”

Inúmeros exemplos comprovam que o lockdown é eficaz para conter a transmissão do vírus.O Sars-CoV-2 é transmitido de uma pessoa infectada para outra principalmente por gotículas de saliva –algumas menores que podem permanecer suspensas no ar por horas. Quando o contato entre as pessoas é reduzido, a circulação do vírus diminui.

Um exemplo de lockdown bem sucedido vem da cidade de Araraquara (a 273 km de São Paulo), que viu as mortes causadas pela Covid-19 caírem drasticamente após adotar uma série de medidas restritivas mais severas.

Fonte : Notícias ao minuto