Vacina contra covid-19 anunciada por Pontes só deve estar disponível em 2022

Os testes clínicos da vacina brasileira anunciados nesta sexta-feira, 26, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia devem demorar entre 9 e 12 meses, o que indica que o imunizante deverá estar disponível ao público somente no ano que vem. É o que estima Helena Faccioli, presidente da Farmacore, empresa de biotecnologia que desenvolveu o produto em parceria com cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP). “As fases 1 e 2 terão 360 voluntários e devem durar de 3 a 4 meses. Se somarmos o tempo necessário para a fase 3, a gente prevê que todo o estudo clínico demore de 9 a 12 meses.”

Helena conta que recebeu a garantia do MCTI de repasse de R$ 30 milhões para viabilizar as fases 1 e 2. “Eles já estão nos acompanhando desde o início do projeto, em abril do ano passado. Mas a assinatura do contrato só será feita após o aval da Anvisa para os testes”, explica.

A fase pré-clínica recebeu R$ 4 milhões do governo federal. “A vacina demonstrou 98% de proteção nos testes de anticorpos em animais. Também induziu a produção de células T (de defesa) e não gerou efeito colateral”, relata ela.

A presidente da Farmacore explica que a vacina utiliza dois componentes: uma partícula nanolipídica e um antígeno, que é a proteína S1 do coronavírus. O primeiro desperta nosso sistema imunológico e o segundo faz o corpo produzir anticorpos específicos para a covid-19. O antígeno foi desenvolvido pela Farmacore e pela USP. Já a partícula nanolipídica foi criada pela empresa americana PDS, parceira do projeto.

De acordo com Helena, a partícula terá de ser importada para os testes clínicos, mas, caso a vacina seja aprovada, a produção de todos os componentes será feita no Brasil, conforme acordo com a empresa americana. “Já estamos em fase adiantada de negociação com uma grande indústria nacional para viabilizar a produção”, disse a presidente.

Fonte: Notícias ao minuto

Fiocruz já trabalha em quatro projetos de imunizantes

A Fiocruz também trabalha no desenvolvimento de vacinas 100% nacionais, criadas e inteiramente produzidas no Brasil. São quatro projetos, dois deles apenas da instituição e outros dois realizados em diferentes parcerias.

Os dois projetos da Fiocruz estão ainda em estágio pré-clínico. Um deles se baseia em uma plataforma inovadora. Trata-se de uma vacina sintética, com partículas semelhantes às proteínas do vírus, que são capazes de induzir uma resposta imunológica.

O segundo projeto é mais tradicional e usa as proteínas do próprio vírus para induzir a produção de anticorpos e das células T, de defesa.

Ambas já foram aprovadas na fase de imunogenicidade e toxicidade em animais. O próximo passo é avaliar a resposta imunológica dos animais em resposta à exposição ao Sars-CoV-2. A partir desses resultados, a Fiocruz vai determinar qual dos dois projetos é mais promissor para prosseguir para os testes clínicos.

Paralelamente, a Fiocruz firmou parcerias com outros dois projetos. O primeiro deles é para a criação de uma vacina de última geração, baseada em RNA, com uma empresa americana. O segundo, também de última geração, é feito a partir de partículas sintéticas do vírus em parceria com uma empresa do Reino Unido. Essa vacina já está em fase de estudo clínico de fase 1, na Suíça.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Fonte: Notícias ao minuto

2ª Meia Maratona Padre Cícero é adiada

Em virtude da pandemia do novo Coronavírus, a Secretaria de Esporte e Juventude de Juazeiro do Norte decidiu adiar a edição 2021 da Meia Maratona Padre Cícero. Tradicionalmente, a competição acontece durante a programação do aniversário do patriarca da cidade. A decisão pela transferência leva em consideração a instabilidade e o cenário atual e busca garantir maior segurança dos inscritos, colaboradores, fornecedores e público em geral.

A Prefeitura de Juazeiro do Norte, através da SEJUV, tem reunido todos os esforços para que a Meia Maratona seja realizada ainda em 2021, caso as condições sanitárias sejam favoráveis e, efetivamente, não coloque em risco a saúde dos envolvidos. A segunda edição da maratona estava programada para acontecer em 2020, mas foi adiada por causa dos decretos de isolamento.

A secretaria ressalta ainda que, não havendo a possibilidade da realização da corrida e esgotadas todas as possibilidades de realização da prova de maneira presencial, o Corpo Técnico da pasta também vislumbra a realização de uma “prova online”, respeitando todos os direitos já estabelecidos no regulamento vigente, assim como observando todas as regras para esse modelo de corrida.

Fiocruz recebe hoje insumos para produzir mais 12 milhões de vacinas

Insumos serão para fabricação de vacinas Oxford/AstraZeneca

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recebe hoje (27), no Rio de Janeiro, mais duas remessas de insumo farmacêutico ativo (IFA) suficientes para produzir 12 milhões de doses de vacina Oxford/AstraZeneca, usada na imunização da covid-19. 

A previsão é que o produto, procedente da China, chegue ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Tom Jobim/Galeão) às 18h deste sábado.

Na última quinta-feira (25), a Fiocruz já havia recebido uma remessa para produzir 6 milhões de doses. Na próxima semana, está prevista a chegada de uma nova carga suficiente para fabricar 5 milhões de vacinas.

As 23 milhões de doses serão produzidas pela própria Fiocruz e, uma vez prontas, serão entregues ao Ministério da Saúde, entre abril e maio.

Vacinas prontas

Este mês, a Fiocruz já produziu e entregou 1,8 milhão de doses de vacinas produzidas no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).

Ainda está prevista a entrega de mais 2,1 milhões de doses na próxima semana.

Fonte: AGÊNCIA BRASIL

Governo do Ceará atua para ajudar hospitais privados com empréstimo emergencial de medicamentos do ‘Kit-Intubação’

Em reunião na manhã desta sexta-feira (26), a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) foi requisitada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) para avaliar a possibilidade de emprestar emergencialmente a hospitais privados de Fortaleza medicamentos do chamado ‘Kit Intubação’, principalmente bloqueadores neuromusculares que auxiliam no tratamento de pacientes internados com Covid-19. No encontro, a Sesa informou que se planejou com antecedência para manter os insumos em seus estoques, garantindo o abastecimento da Rede hospitalar Estadual durante uma segunda onda de agravamento da pandemia.

 

“Entretanto, apesar de a Secretaria ter orientado os municípios a fazerem o mesmo planejamento antecipado, alguns não fizeram e passaram a demandar apoio no fornecimento de insumos para o tratamento da Covid-19. E estamos dando essa ajuda, na medida do possível, de forma responsável para não comprometer nosso abastecimento. Agora, estamos sendo demandados pelos grandes hospitais particulares de Fortaleza. É uma situação atípica, onde avaliamos que podemos oferecer esse apoio, mas de forma limitada, pois a rede pública atende a quase 90% da população cearense”, adianta o titular da Sesa, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Dr. Cabeto).

 

Após a reunião, onde foi evidenciado que os medicamentos nos estoques de alguns hospitais particulares, como o da Unimed e o São Camilo, durariam por mais três a cinco dias, a Sesa encaminhou de pronto a tramitação do empréstimo emergencial dos fármacos para as unidades privadas com quantidade suficiente para mais alguns dias de suprimento.

 

Requisição aos distribuidores

O número elevado de internações por Covid-19 e a possibilidade e intubação dos pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento fizeram a demanda da Rede Sesa e dos municípios pelo “Kit-Intubação” crescer exponencialmente. Dessa forma, a Sesa requisitou os estoques dos distribuidores de medicamentos (somente o que não estava faturado ou reservado) para garantir o abastecimento para as unidades públicas.

 

Presente à reunião desta sexta-feira, o advogado Fábio Timbó, representando a indústria farmacêutica, destacou que um dos principais entraves à distribuição desses medicamentos aos hospitais públicos ou privados foram as requisições do Ministério da Saúde, feitas sobre a produção global. “Todos os laboratórios sofreram restrições. Foram centenas de milhares de ampolas requisitadas e o que a Sesa requisitou junto aos distribuidores foi muito pouco. O Ministério precisa fazer um plano coordenado, pois a pandemia já tem mais de um ano. A ação do Ministério interfere na rede toda, pois a indústria prioriza o setor público, depois os contratos com a rede privada e, por último, os distribuidores”.

 

Representando o Ministério Público Federal (MPF), o procurador Alessander Sales cobrou mais transparência do Ministério da Saúde e avaliou que as requisições federais estão desequilibrando a oferta dos medicamentos.

 

Como resposta, o novo superintendente do Ministério da Saúde no Ceará, Roberto Rocha Araújo, que participou do encontro virtual, pediu para ser copiado nos levantamentos das redes públicas e privadas de quais os medicamentos estão em risco urgente de desabastecimento, para acompanhar pessoalmente essas demandas.

 

Encaminhamentos

A promotora do MPCE Ana Cláudia Uchôa, que conduziu a reunião, listou os encaminhamentos urgentes (ainda para esta sexta-feira) com objetivo de evitar colapso nos hospitais particulares e públicos do Estado. Foi solicitada à Sesa, às prefeituras e às unidades privadas uma projeção de demanda imediata dos medicamentos para os próximos 15 dias. Os distribuidores, por sua vez, devem fazer levantamento transparente e detalhado dos seus estoques atuais. Já o Ministério da Saúde deve ser oficiado de quais itens estão pendentes (faturados e pedidos) para chegar ao Ceará, identificar na sua lista de requisições, e buscar soluções para garantir o envio desses fármacos.

Fonte: Ascom Sesa