Centro de Cultura Popular Mestre Noza é reinaugurado

O artista homenageado pelo Centro de Cultura Popular é o pernambucano Inocêncio Medeiros da Costa, conhecido como Mestre Noza, que chegou em Juazeiro do Norte em 1912 . Foto: Ascom

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O novo Centro de Cultura Popular Mestre Noza, que abriga o trabalho dos artesãos de Juazeiro do Norte, foi reinaugurado nessa quinta-feira (25), com a presença da equipe da Coordenadoria de Artesanato do Ceará (CeArt) e da Universidade Regional do Cariri (Urca). O trabalho de reforma e requalificação do Centro foi realizado por meio do Governo do Ceará e da Prefeitura de Juazeiro do Norte.

Representando a primeira-dama do Estado, Onélia Santana, esteve no evento a coordenadora do desenvolvimento do artesanato, Patricia Liebmann, e representando o reitor Francisco do ‘O Lima Júnior, a Pró-Reitora de Extensão da Urca, Sandra Nancy. O Centro de Cultura Popular Mestre Noza é referência de cultura e artesanato em Juazeiro do Norte. No local, artesãos produzem e comercializam peças de diversas tipologias.

O novo espaço permitirá um melhor armazenamento das matérias-primas, mais conforto para os produtores e uma melhor interação com os visitantes. “Esse é um espaço de valorização da cultura através do artesanato e de geração de renda para famílias da região, por isso, nos sentimos agraciados em colaborar com esse trabalho e participar desse momento tão importante”, destaca Patricia Liebmann.

O local também recebeu um espaço destinado a xilogravura, com peças do xilógrafo José Lourenço, que irá expor de forma permanente no novo centro. José Lourenço faz parta da Lira Nordestina, da Urca. Na sede, funciona a Associação dos Artesãos do Padre Cícero, com escultores em madeira, barro, metal, entre outras tipologias do artesanato.

Mestre Noza

O artista homenageado pelo Centro de Cultura Popular é o pernambucano Inocêncio Medeiros da Costa, conhecido como Mestre Noza, que chegou em Juazeiro do Norte em 1912 e, na juventude, por solicitações de romeiros que visitavam a cidade, iniciou a produção de pequenas esculturas de santos.

Posteriormente, iniciou o ofício com xilogravura produzindo capas de cordel. O ofício lhe rendeu destaque nacional e internacional, chegando a ter sua obra exposta na França, em 1961. Mestre Noza faleceu em 1983, deixando o forte legado da arte que colaboramos para que se mantenha vivo.

A Lira Nordestina

A Lira Nordestina, antiga Tipografia São Francisco, localizada em Juazeiro do Norte, é um dos espaços mais antigos e famosos do Brasil em termos de produção de cordel e xilogravura. Entre os anos de 1932 e 1982, a Tipografia São Francisco com o nome de “Folhetaria Silva”, funcionou como uma editora de cordel. Em 1982 a Lira Nordestina passou para o Estado do Ceará e 1988 passou a fazer parte do patrimônio da Universidade Regional do Cariri.

Fonte: Governo do Estado do Ceará

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