WhatsApp libera app para micro e pequenas empresas no Brasil

O WhatsApp liberou no Brasil a versão do aplicativo de mensagens para micro e pequenas empresas. Entre as novas funções trazidas pelo novo serviço, o WhatsApp Business, estão a de responder dúvidas e atender reclamações de forma automática, a qualquer hora do dia.

Em todo o mundo, o app de bate-papo que pertence ao Facebook é usado por 1,3 bilhão de usuários. O Brasil é o segundo maior mercado do WhatsApp. Só fica atrás da Índia. A versão corporativa do bate-papo chegou nesta terça-feira (23) à Google Play, a loja de aplicativos para o sistema operacional Android –uma versão para iOS está nos planos.

“As empresas já usam o aplicativo para compartilhar informações com seus clientes”, disse Metu Singh, gerente de produtos do WhatsApp Business, ao G1.

Quatro a cada cinco pequenas empresas no Brasil usam o WhatsApp como ferramenta de trabalho, apontou uma pesquisa da Morning Consult, feita a pedido do Facebook, dona do aplicativo de bate-papo.

O app faz parte de uma tentativa do WhatsApp de transformar sua popularidade entre usuários comuns em combustível para fazer decolar suas plataformas corporativas, anunciadas no ano passado.

O que muda

O aplicativo traz três grandes novidades para empresas, em relação ao WhatsApp existente:

  • Conta comercial;
  • Mensagens automáticas;
  • Estatísticas.

As empresas e os pequenos empresários poderão usar o serviço gratuitamente. Basta baixa o app e preencher um cadastro, com endereço, descritivo da empresa e um número de telefone vinculado. Não é necessário informar um CNPJ.

Os consumidores não precisam baixá-lo, pois poderão falar com as companhias usando o programa que já possuem.

Segundo o WhatsApp, as contas serão verificadas para comprovar que o telefone é mesmo de determinada empresa.

Veja as principais novidades do WhatsApp para empresas:

Conta comercial

Os usuários comuns do WhatsApp até podem personalizar seus perfis, mas os dados expostos aos contatos são restritos. Podem ser alterados nome, imagem de exibição e o recado. As empresas poderão listar:

  • Nome do estabelecimento
  • Horário de atendimento
  • Site oficial
  • Ramo de atuação
  • Descrição do negócio
  • Endereço
  • Telefone de contato.

“O que você quer saber de uma empresa é muito diferente do que quer saber de um amigo”, afirmou Metu Singh, gerente de produtos do WhatsApp Business, ao G1.

Essa é uma das mudanças que serão perceptíveis para os usuários, pois as empresas que tiverem uma conta comercial receberão uma indicação. Isso ocorrerá, diz o WhatsApp, sempre que o telefone de contato informado for o mesmo do estabelecimento.

Mensagens automáticas e estatísticas

Para agilizar o atendimento aos clientes, as empresas poderão criar mensagens automáticas para, por exemplo:

  • Responder perguntas frequentes;
  • Dar informações sobre qual é seu negócio;
  • Avisar de indisponibilidades temporárias de serviço ou de atendimento.

Outro recurso presente no WhatsApp Business é a possibilidade de acessar as estatísticas das interações com consumidores. As companhias poderão ver quantas mensagens foram lidas, por exemplo. “Os empresários vão poder medir como os consumidores estão recebendo aquilo que eles estão mandando”, diz Singh.

-Fonte: Notícias ao minuto

Dell considera aquisições ou até voltar a negociar ações na Bolsa

A fabricante norte-americana de computadores Dell Technologies está analisando opções de novas aquisições ou uma nova abertura de capital, disseram fontes familiarizadas com o assunto na quinta-feira (25).

A empresa é a maior companhia privada de tecnologia do mundo.

O conselho de diretores da Dell se reunirá no fim de janeiro para considerar a maior mudança na história da companhia desde a compra da provedora de armazenamento de dados EMC Corp por US$ 67 bilhões em 2015, comentaram as fontes. O valor é recorde no setor de tecnologia até hoje.

Em 2013, os acionistas da empresa aprovaram o fechamento de capital da Dell. Com sede em Round Rock, no Texas, e liderada pelo fundador Michael Dell, a companhia está sob pressão para ampliar sua lucratividade.

O acordo com a EMC não entregou a economia de custos e o desempenho que se projetava. Enquanto isso, as margens de lucro caíram, devido aos gastos maiores com componentes e um mercado desafiador para armazenagem de dados na nuvem.

A Dell está revisando uma lista de vários potenciais alvos de aquisição que elevariam seu fluxo de caixa e expandiriam as ofertas, segundo as fontes.

A análise ainda está em estágio inicial e nenhum acordo é certo, acrescentaram as fontes, que pediram anonimato para discutir abertamente as decisões. Procurada, a companhia não respondeu ao pedido de comentário fora do horário comercial.

Câmara retomará debate sobre capital estrangeiro nas aéreas brasileiras

A Câmara dos Deputados poderá ter em 2018 uma comissão especial para analisar diversos projetos que tratam de um tema polêmico e que pode afetar diretamente os brasileiros que costumam viajar de avião: o aumento da participação de empresas aéreas de outros países nas companhias nacionais.

Hoje, o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86) limita a 20% as ações de empresas brasileiras nas mãos de estrangeiras.

As propostas em tramitação aumentam este percentual para 49% ou mais, chegando a acabar totalmente com o limite, o que permitirá às empresas estrangeiras assumirem o controle das empresas nacionais ou criarem uma filial no Brasil para concorrer com as já existentes. Este é o caso do projeto enviado no ano passado pelo governo ao Congresso (PL 7425/17).

Na justificativa da proposta, o governo afirma que a abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro vai permitir aumento da competição e do número de cidades atendidas e redução do preço das passagens.

Outro projeto (PL 2724/15) aumenta a participação estrangeira de 20% para 49%, com possibilidade de chegar a 100% com autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Ministério da Defesa e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o órgão do Ministério da Justiça que cuida da concentração do mercado.

Benefícios

O autor do PL 2724/15, deputado Carlos Eduardo Cadoca (PDT-PE), acredita que, além de estimular a competição, a medida vai beneficiar os passageiros. “Eu acredito que terá uma repercussão positiva porque pode-se ter mais avião disponível, mais poltronas disponíveis, mais assentos disponíveis e ampliar a malha, que é muito limitada”, declarou.

Já o economista e professor da Universidade de Brasília (UnB) Paulo César Coutinho, especialista em regulação, afirma que o aumento do capital estrangeiro não vai afetar os preços das passagens nem a competitividade do setor. A vantagem, segundo ele, é permitir que as empresas nacionais aumentem seu capital e enfrentem melhor momentos de crise, no caso de manterem o controle acionário.

“Vinte por cento é muito limitante. Investimento no setor de transporte aéreo é um investimento pesado. Tem que comprar equipamentos muito caros, aviões. E estes aviões dão retorno a muito longo prazo. Então há necessidade de muito capital para investir. O limite de 49% mais do que dobra a possibilidade de captação internacional e, ainda assim, mantém o sócio brasileiro com maioria”, disse o economista.

Preocupação

Já os trabalhadores das empresas aéreas veem com preocupação a abertura do setor. Eles temem que essas empresas sejam atraídas não só pelo mercado brasileiro, mas pela reforma trabalhista aprovada no ano passado pelo Congresso.

Segundo a diretora do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, as empresas do setor demitiram mais de 5 mil trabalhadores nos últimos dois anos e as estrangeiras que operam no Brasil sempre tentaram flexibilizar acordos trabalhistas. “A gente vê isso com extrema negatividade e estamos nos armando para combater a precarização que essas empresas imporão aos nossos trabalhadores”, afirmou.

Pelo menos outros três projetos em tramitação na Câmara (PLs 1760/07, 2001/07 e 6341/09) também abrem o setor de aviação civil para empresas estrangeiras. Com informações da Agência Câmara.

Fonte: Notícias ao minuto

Brasileiros gastam US$ 19 bilhões em viagens ao exterior

Os gastos de brasileiros no exterior em viagens chegaram a US$ 19 bilhões em 2017, informou hoje (26) o Banco Central (BC). A despesa é a maior desde 2014, quando foram gastos em viagens ao exterior US$ 25,6 bilhões.

As receitas, ou seja, gastos de estrangeiros em viagens ao Brasil foram US$ 5,8 bilhões, menor que os gastos dos brasileiros. Com isso, o saldo em viagens ficou negativo no ano passado, chegando a um déficit US$ 13,2 bilhões. Trata-se também do maior saldo negativo desde 2014, quando essa conta fechou com um déficit de US$ 18,7 bilhões.

Os dados das viagens internacionais fazem parte da conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) das transações correntes.

No ano passado, os serviços fecharam com um déficit de US$ 33,8 bilhões, o maior desde 2015, quando chegou a US$ 36,9 bilhões negativos.

“A maioria das rubricas de serviços têm apresentado crescimento de déficit, mostrando, de fato, que é disseminada uma maior demanda por serviços importados”, diz o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha. A conta de serviços faz parte das transações correntes, ou seja, as contas externas do país, que em fecharam 2017 com saldo negativo. O déficit em transações correntes, que são as compras e as vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo, ficou negativo em US$ 9,8 bilhões. O déficit, é o menor desde 2007, quando o país registrou saldo positivo de US$ 408 milhões. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Notícias ao minuto

Comércio gerou mais vagas formais em 2017; veja setor que mais demitiu

O comércio foi o setor que mais criou postos de trabalho com carteira assinada no ano passado e a construção civil a que mais eliminou, mostram dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (26).

Conforme a Folha de S.Paulo antecipou, o Brasil encerrou 2017 com mais demissões do que contratações, mas esse saldo negativo foi muito menor do que os registrados em 2015 e 2016.

Em dezembro, o saldo de emprego formal ficou negativo em 328,539 mil vagas. Com o fechamento desses postos de trabalho, o ano de 2017 acumula um resultado negativo de 20,8 mil vagas.

O melhor resultado foi do comércio, que contratou 40 mil pessoas a mais do que demitiu ao longo do ano passado. O setor é seguido pela agropecuária (+ 37 mil) e serviços (+36,9 mil).

Todos os outros setores eliminaram postos de trabalho formais em 2017, com destaque para a construção civil (-103,9 mil), indústria de transformação (-19,9 mil), indústria extrativa mineral (-5,8 mil), serviços industriais de utilidade pública (-4,5 mil) e administração pública (-575).

POR REGIÃO

O Sudeste e o Nordeste foram as regiões que mais eliminaram vagas, mostram os dados, com 76,6 mil e 14,4 mil postos de trabalho formais a menos, respectivamente.

O Norte teve saldo negativo de 26 vagas, enquanto que o Centro-Oeste e o Sul criaram, nessa ordem, 36,8 mil e 33,3 mil postos de trabalho.

O Rio de Janeiro, que enfrenta uma forte crise fiscal, foi o Estado que mais fechou vagas (-92,1 mil), enquanto que Santa Catarina foi a unidade da federação que mais criou empregos com carteira.

POR FAIXA ETÁRIA

A maior parte dos empregos eliminados no ano passado foi na faixa etária entre 50 a 64 anos (-379,9 mil), seguido pela faixa entre 40 e 49 anos (-206,6 mil), entre 30 e 39 anos (-187,5 mil) e 65 anos ou mais (-4,9 mil).

As faixas etárias que mais criaram vagas foram a de entre 18 e 24 anos, com as contratações superando as demissões em 652,7 mil, e até 17 anos, com o saldo positivo em 171,1 mil. Com informações da Folhapress.

Fonte: notícias ao minuto